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Clippings - 28/08/23

Coppe/UFRJ e CNOOC firmam acordo para desenvolver dois projetos de pesquisa

Coppe/UFRJ – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Créditos: Coppe/UFRJ)

Coppe/UFRJ e a CNOOC firmaram acordo para o desenvolvimento de dois projetos de pesquisa em energias renováveis no oceano, sendo um relacionado à descarbonização de infraestruturas de O&G no pré-sal e outro relativo à avaliação de turbinas eólicas flutuantes em profundidades entre 60 a 150 m, informou o instituto em comunicado na sexta-feira (25). Os projetos possuem duração de três anos e financiamento de R$ 16 milhões.

O primeiro projeto busca descarbonizar o sistema de abastecimento de energia das plataformas e dos sistemas submarinos de produção que operam no pré-sal, em profundidades entre 500 a 2,5 mil m, por meio da instalação de parques híbridos de eólica, energia das ondas e solar flutuante. Como essas energias são intermitentes, o projeto irá avaliar o uso de baterias para a estabilização do fornecimento de eletricidade nas infraestruturas.

De acordo com Milad Shadman, professor do Programa de Engenharia Oceânica (PEnO) e pesquisador do Grupo de Energias Renováveis no Oceano (GERO), ambos da Coppe, instalar sistemas flutuantes em águas profundas é um grande desafio. “A questão de linha de ancoragem é muito importante quando falamos de profundidades superiores a 2000m. Essas linhas podem ser de diferentes materiais, de corrente, poliéster, material sintético. Devem ser escolhidas linhas que tenham resistência suficiente e não aumentem demasiadamente o carregamento sobre o sistema flutuante”, afirmou Shadman, segundo o comunicado.

Já o segundo projeto foca no desenvolvimento de sistemas eólicos flutuantes que sejam competitivos tanto em desempenho quanto em custo de energia. “Avaliaremos o desempenho das estruturas com grau de maturidade tecnológica (TRL) superior a 4 e métodos construtivos que possam dar maior competitividade às plataformas flutuantes”, segundo o professor Segen Estefen, do PEnO e coordenador do GERO. As turbinas serão instaladas no Sul, Sudeste e Nordeste, onde os ventos são mais fortes.

O acordo prevê a concepção de simulações computacionais do comportamento dos sistemas e de testes experimentais em modelos reduzidos no Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coppe. De acordo com o instituto, o Laboratório de Tecnologia Submarina (TLS) coopera com a Universidade de Petróleo da China desde 2001, e a parceria com a CNOOC é uma continuidade dessa colaboração com instituições chinesas.

O Centro Virtual de Soluções Tecnológicas de Baixo Carbono da Coppe/UFRJ também está trabalhando com o uso de energias renováveis em plataformas, conforme informado por Suzana Kahn, diretora do instituto, em entrevista ao PetróleoHoje em julho deste ano. De acordo com Alfredo Renault, diretor do centro virtual, “nos próximos 15 anos, não podemos correr o risco de sermos reconhecidos apenas como grandes produtores de energia renovável mas não termos nenhuma tecnologia embarcada dentro da estrutura produtiva”, afirmou o engenheiro químico em entrevista concedida também em julho.

A CNOOC possui participação operada de 100% no bloco ES-M-592, na Bacia do Espírito Santo, e não operada nas áreas de Libra (10%), Alto de Cabo Frio Oeste (20%) e Pau Brasil (30%), no pré-sal da Bacia de Santos. Além desses ativos, possui participação nos campos de Búzios (10%, referente ao excedente da cessão onerosa) e Mero (10%), também localizados no pré-sal de Santos.

Fonte: Revista Portos e Navios