Se quiser manter a previsão de primeiro óleo dos projetos de 2018 Petrobras precisa contratar seis unidades até agosto do próximo ano.
A Petrobras precisa correr contra o tempo se quiser garantir que os projetos de produção programados para 2018 entrem em operação dentro do cronograma previsto. A empresa prevê para aquele ano a entrada em operação de nove FPSOs, sendo três já contratados – P-71, P-72 e P-73 – e seis que serão afretados.
Apenas a P-71 tem sua construção completamente contratada atualmente. A petroleira deve lançar ainda em 2014 a concorrência para construção e integração dos módulos do FPSOs P-72 e P-73, que serão instalados nas áreas de Sépia (Nordeste de Tupi) e Entorno de Iara, parte da cessão onerosa, na Bacia de Santos. A petroleira fará uma licitação única para os cerca de 20 módulos e a integração das duas plataformas.
Mas é no afretamento das demais seis unidades de produção que entrarão em operação em 2018 que reside o maior problema. Com um prazo médio de construção de FPSOs afretados – com conversão de casco no exterior e integração no país – na casa dos 40 meses, já se pode afirmar que uma mudança nesse planejamento é necessária.
Soma-se a essa conta os seis meses mínimos que uma licitação de FPSO precisa para ser fechada – o FPSO de Libra teve sua licitação lançada em marco e foi contratado em setembro. Não é uma concorrência simples.
Além das unidades próprias, a Petrobras prevê a entrada em operação em 2018 de novos FPSOs nos projetos do Parque dos Doces, Sergipe Águas Profundas, Revitalização de Marlim, Sul do Parque das Baleias, Maromba e Carcará. Serão unidades com capacidade de produção variando entre 80 mil barris/dia e 100 mil barris/dia.
A expectativa é que já em novembro vá ao mercado uma concorrência para o afretamento do FPSOs para águas profundas em Sergipe e da unidade que sera instalada em Maromba. A plataforma de Sergipe terá capacidade de 100 mil barris/dia e a da Bacia de Campos, 80 mil barris/dia.
A entrega das propostas acontecerá em fevereiro. Em uma expecativa otimista, se essas unidades forem afretadas em agosto do próximo ano, e levando em conta os 40 meses médios de construção, – onde nada pode dar errado – esses FPSOs seriam entregues em dezembro de 2018.
O consócio Shahin/Modec venceu a concorrência para o afretamento da unidade, que ainda não foi contratada. Levando em conta os meses 40 meses, se o FPSO TVM for contratado ainda em outubro será entregue em fevereiro de 2018. Se a construção se igualar aos melhor resultado já obtido no Brasil, que foi de 39 meses, a unidade será entregue em janeiro de 2018.A Petrobras prevê atingir em quatro anos a produção média de 3,2 mil barris/dia de óleo. São sete novos FPSOs afretados até lá. O primeiro a entrar em operação é a unidade de Tartaruga Verde e Mestiça, que tem primeiro oleo programado para 2017.