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Clippings - 23/01/23

Cosan mais perto de operar terminal de GNL em Santos

O Gerente de Outorgas de Autorização da Antaq deu parecer favorável à TRSP, subsidiária da Compass Gás e Energia – controlada pela Cosan –, para a realização de testes de comissionamento nas instalações de seu terminal de GNL, no Porto de Santos (SP). A autorização possui prazo de 180 dias, contada a partir de 1º de março de 2023. O gerente também submeteu a decisão para análise e considerações superiores.

Segundo o ofício, a empresa justifica o pedido pelo comissionamento ser importante para conseguir o termo de liberação de operação (TLO). O TLO é obtido a partir de autorização da ANP, a qual depende da autorização de operação (AO), expedida pela mesma, e isso só é possível com a atividade de comissionamento.

Nesse caso, o TRSP já possui a documentação necessária para receber o TLO, faltando somente a autorização da ANP,  que resulta das ações citadas.

Histórico do terminal

O terminal terá capacidade para regaseificar 14 milhões de m³/dia, a partir do afretamento de um modelo de FSRU. As obras foram iniciadas em agosto de 2021, com investimentos em torno de R$ 700 milhões e, em dezembro de 2022, o TRSP solicitou, à ANP e Antaq, análise e manifestação para obter o alfandegamento do terminal.

O FSRU será ancorado em um píer no Largo do Caneú, próximo à Ilha dos Bagres, estando alinhado ao canal de navegação do Porto de Santos. A fase subaquática das obras teve início em outubro de 2022, enquanto o início da operação do terminal está previsto para o segundo semestre de 2023.

O terminal se conectará ao city gate de Cubatão via um gasoduto que terá 8 km de extensão, enquanto o recebimento de GNL por navios gaseiros será feito via operações ship-to-ship. Ao todo, o terminal terá uma capacidade de regaseificação de 3,4 milhões de t/ano de GNL.

A ideia principal do projeto é reforçar o fornecimento de gás na Baixada Santista. No entanto, há uma discussão sobre o gasoduto Subida da Serra, que interligará o TRSP à malha de distribuição da Comgás, que será julgada pela ANP em breve.

Fonte: Revista Brasil Energia