
A Antaq irá deliberar a autorização especial e emergencial para que a TRSP, subsidiária da Compass Gás e Energia – controlada pela Cosan – faça os testes de comissionamento de FSRU em seu terminal de GNL, localizado no Porto de Santos (SP). O assessor técnico da autarquia incluiu, na sexta-feira (3), o processo na 537ª Reunião Ordinária de Diretoria da Antaq, prevista para o dia 9 de fevereiro.
No dia 19 de janeiro, o gerente de Outorgas da agência deu parecer favorável para que a TRSP obtivesse a autorização. O Superintendente de Outorgas também foi favorável e os diretores concordaram em levar a pauta para a reunião. O documento possui prazo de 180 dias, contado a partir de 1º de março de 2023.
Como justificativa, a TRSP apontou que o comissionamento é importante para conseguir o termo de liberação de operação (TLO). O TLO é obtido a partir de autorização da ANP, a qual depende da autorização de operação (AO), expedida pela mesma, e isso só é possível com a atividade de comissionamento.
Histórico do terminal
O terminal terá capacidade para regaseificar 14 milhões de m³/dia, a partir do afretamento de um modelo de FSRU. As obras foram iniciadas em agosto de 2021, com investimentos em torno de R$ 700 milhões e, em dezembro de 2022, o TRSP solicitou, à ANP e Antaq, análise e manifestação para obter o alfandegamento do terminal.
O FSRU será ancorado em um píer no Largo do Caneú, próximo à Ilha dos Bagres, estando alinhado ao canal de navegação do Porto de Santos. A fase subaquática das obras teve início em outubro de 2022, enquanto o início da operação do terminal está previsto para o segundo semestre de 2023.
O terminal se conectará ao city gate de Cubatão via um gasoduto que terá 8 km de extensão, enquanto o recebimento de GNL por navios gaseiros será feito via operações ship-to-ship. Ao todo, o terminal terá uma capacidade de regaseificação de 3,4 milhões de t/ano de GNL.
A ideia principal do projeto é reforçar o fornecimento de gás na Baixada Santista. No entanto, há uma discussão sobre o gasoduto Subida da Serra, que interligará o TRSP à malha de distribuição da Comgás, que será julgada pela ANP em breve.
Fonte: Revista Portos e Navios