Média diária de casos caiu em junho ante o mês anterior, mantendo-se em cerca de 370 contaminados
Os casos confirmados de Covid-19 no offshore brasileiro se estabilizaram em junho, com média diária de 370 casos ativos, ante a média de 418 casos no mês anterior. Segundo o último boletim, atualizado na noite de quinta-feira (18/6), há 369 casos ativos. Desde o final de maio, a quantidade de infectados permanece nessa faixa, entre 350 e 399 casos.
As duas maiores altas foram registradas no último mês: no dia 18, o número de casos ativos saltou de 251 para 582, enquanto em 1º de maio houve aumento de 675 para 771 casos. Por outro lado, o mês registrou o menor número de casos ativos em um dia (156 casos) e a maior queda, entre os dias 9 e 10, quando o número de funcionários contaminados diminuiu 60%.
A ANP compila e divulga diariamente dados de oito operadoras de contrato em áreas marítimas: Dommo Energia, Enauta, Equinor, Perenco, Petrobras, PetroRio, Shell e Total.
Segundo a agência, o primeiro relatório diário foi divulgado em 17 de março. O PetróleoHoje solicitou o histórico de informações a partir do primeiro relatório, mas a agência não disponibilizou os dados anteriores ao dia 28 de abril.
O relatório considera o número de casos ativos entre profissionais, próprios e terceirizados, que acessaram instalações marítimas de perfuração e produção de petróleo e gás natural, com base em informações das operadoras.
A ANP informou que não houve mudanças na metodologia de contabilização dos casos durante o período de divulgação, mas “uma padronização dos dados solicitados, ao se utilizar uma planilha única para envio dos dados dos operadores, com definições para cada campo”.
Em meados de março, quando as primeiras medidas de distanciamento social começaram a ser tomadas, a ANP, o Ministério Público do Trabalho, Ministério da Economia, Marinha, Ibama e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Social) divulgaram recomendações, no âmbito da Operação Ouro Negro, para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 pelas empresas operadoras e concessionárias da indústria de petróleo e gás, assim como prestadoras de serviço.
Desde então, as empresas adotaram procedimentos de contingência para manutenção das operações de forma segura e em conformidade com a regulação, além de reduzir o pessoal a bordo, informou a ANP.
Duas unidades de produção tiveram operações suspensas devido ao número de casos à bordo: os FPSOs Cidade de Santos e Capixaba, operados pela Petrobras. No início de maio, a estatal desembarcou funcionários das plataformas PXA-1 e PXA-2, no campo de Xaréu, na Bacia do Ceará, após contágio de cerca de 40 funcionários, segundo informações da FUP. As unidades foram hibernadas pela Petrobras no final de março.
Fonte: Revista Brasil Energia