unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 13/05/10

CPFL Energia apostará em renováveis nos próximos leilões

Empresa estuda 12 projetos hidreléticos que totalizam 4.402 MW dos leilões A-5 e possui interesse em eólicas

Após a desistência oficial da hidrelétrica de Belo Monte (PA, 11.233 MW), a CPFL Energia volta as atenções para os leilões de energia nova e de fontes alternativas. Nesta quarta-feira, 12 de maio, o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior, contou que a empresa estuda 12 projetos hidreléticos que totalizam 4.402 MW e podem ser leiloados nos leilões A-5, dentre eles o complexo de Teles Pires (PA/MT, 3.302 MW). A empresa também analisa outras fontes renováveis, principalmente energia eólica.

A companhia está com uma estratégia de ampliar a participação eólica nesse leilão. Existe possibilidade de participarmos com volume de energia eólica semelhante aquele que tivemos no primeiro leilão, contou durante teleconferência com analistas sobre os resultados da companhia no primeiro trimestre. De acordo com a portaria 54 do Ministério de Minas e Energia, serão realizados dois leilões A-5 este ano, sendo um no primeiro semestre para fonte hidráulica e outro no segundo semestre de fontes de geração.

Atualmente, a CPFL possui 450 MW em construção, sendo 200 MW provenientes de eólicas e 250 MW de pequenas centrais hidrelétricas. A CPFL também adquiriu três projetos de biomassa: Ipê (25 MW), Buriti (50 MW) e Pedra (70 MW), que adicionarão 145 MW à potência instalada do grupo, com investimentos da ordem de R$ 366 milhões.

Para o terceiro trimestre, está prevista a operação da UHE Foz do Chapecó (436 MW), cuja participação da CPFL é de 51%. De acordo com o executivo, 91% da obra já estava concluída em março. O início do enchimento do reservatório deve ocorrer em junho e a expectativa é que os testes finais aconteçam entre julho e agosto.

Também estão em construção as térmicas à biomassa de Baldin (SP, 45 MW) e Bioformosa (RN, 40 MW). A previsão é que as usinas entrem em operação, respectivamente, no segundo trimestre de 2010 e em julho de 2011. A UTE Baldin, cuja participação da CPFL é de 51%, receberá investimentos de R$ 82 milhões, enquanto a UTE Bioformosa receberá R$ 12 milhões.

O objetivo da CPFL é se tornar o segundo principal player privado no segmento de geração, além de diversificar sua matriz, até 2012. A meta é ter 77% de sua matriz hídrica, 15% de biomassa e eólicas, ficando os 8% restantes para energia térmica. A previsão inicial é chegar a 2012 com 2.765 MW de capacidade instalada, contra 1.737 MW em 2009. Atualmente a empresa está no quarto lugar desse ranking, com 98% da matriz da CPFL sendo hídrica e 2% térmica.

Para 2010, a empresa espera operar a UHE Foz do Chapecó e as térmicas Baldin, à biomassa, e Epasa, chegando à 2.392 MW de capacidade instalada. Em 2011, a CPFL pretende iniciar a operação da UTE Biomassa Baía Formosa, UTE Biomassa Buriti e UTE Biomassa Ipê, chegando à terceira colocação da lista, com 2.507 MW. A UTE Epasa (174,2 MW), com participação de 51% da CPFL, tem a entrada em operação prevista para o terceiro trimestre e estava com 46% das obras concluídas em março. Localizada na Paraíba, a usina receberá investimentos de R$ 310 milhões e terá receita fixa anual de R$ 85 milhões.

Para agosto, está previsto o início da construção dos parques eólicos Santa Clara de I a VI e Eurus VI, que somam 188 MW de capacidade instalada. A meta é que o parque comece a gerar até julho de 2012. As usinas serão instaladas no Rio Grande do Norte e receberão investimentos de R$ 768 milhões.

Serviço:

Evento: Fórum CanalEnergia Condições e Competitividade para o leilão de Fontes Alternativas
Data: 27 de maio de 2010
Local: Sofitel – Rio de Janeiro
Informações: www.ctee.com.br/fontesalternativas/