O Credit Suisse piorou a avaliação dos negócios das armadoras Seadrill e Pacific Drilling, por entender que as empresas estão expostas a um mercado “que vai piorar antes de começar a melhorar”. Na visão dos analistas do banco, o setor de perfuração offshore deve voltar a crescer entre 2018 e 2019.
“A maior questão em torno da maioria da companhia é sobre qual será a frota para o próximo ciclo”, avaliou o Credit Suisse. Além da perda de margens, com aumento de ociosidade de sondas e redução de taxas de afretamento e operação, o ajuste nos portfólios passa pela redução no valor de revenda das sondas.
A revisão veio acompanhada de um corte no preço-alvo das ações da companhia em negociação em Nova York. No caso da Seadrill, a meta para os papéis caiu de US$ 7 para US$ 5 e, para a Pacific Drilling, de US$ 4 para US$ 3, cortes entre 25% e 30%, que refletem a redução esperada no volume de negócios e perda de retorno para acionistas.
A avaliação da Seadrill foi revisada de neutra (manutenção da ação) para negativa (venda) e da Pacific Drilling de positiva (compra dos papéis) para neutra.