As negociações entre os credores estrangeiros da OGX para um aporte de US$ 200 milhões na companhia ainda esbarram em questões operacionais e podem não ser concluídas até amanhí, quando está prevista a apresentação do plano de recuperação judicial da petroleira. A afirmação é de fonte próxima às negociações.
Porém, a indefinição sobre o aporte e mudanças no grupo de credores não impedem a entrega do plano à Justiça, segundo dois interlocutores a par das conversas.
Há um entendimento geral entre os principais credores sobre a injeção de recursos. Resta, agora, cada fundo obter as aprovações societárias e regulatórias cabíveis, disse fonte a par do assunto.
O aporte faz parte do acordo firmado na véspera do Natal, que prevê converter em ações a dívida de US$ 3,8 bilhões com detentores de bônus da OGX. Alguns fundos, porém, estariam insatisfeitos com as negociações. Pequenos detentores de bônus também estariam preocupados com a necessidade de colocar dinheiro na empresa.
A BlackRock e a GSO – dois dos signatários do acordo de credores – venderam seus bônus e deixaram o grupo, informou anteontem o Valor PRO , serviço de notícias em tempo real do Valor. A GSO é o braço de investimentos em ativos podres da Blackstone, que assessora Eike Batista.
Os bônus da BlackRock e da GSO foram absorvidos por outros credores, segundo fonte a par do assunto, que não revelou quem são os compradores. Fazem parte do grupo de credores gestoras como Pimco, Spinnaker e Ashmore.
Ontem, as ações da OGX caíram 6,67%, para R$ 0,28. Os bônus com vencimento em 2018 estavam cotados a 4,150% do valor de face, enquanto os títulos de 2022 estavam a 3,75%.