O segmento contêiner teve um aumento sensível nos primeiros cinco meses do ano, atingindo 978.299 Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). O recorde histórico foi registrado em 2008, quando no mesmo perãodo já haviam passado pelo cais santista 1.030.292 TEUs. O resultado deste ano, até agora, é 16,6% maior que o obtido no ano passado, o que representa uma retomada de um dos setores mais atingidos pela crise financeira iniciada no mercado norte-americano, dois anos atrás. Neste ano, vamos ficar perto da marca de 2008, mas mesmo assim não vamos conseguir batê-la, pontuou o diretor de Desenvolvimento Comercial da Codesp, Carlos Helmut Kopittke. A estimativa é que 2,5 milhões TEUs sejam movidos este ano no Porto de Santos. Em 2009, foram 2,25 milhões de TEUs e, um ano antes,2,67milhões de TEUs. Segundo Kopittke, o comércio internacional ainda se recupera da crise financeira e isso se reflete no segmento. Ainda há soluços pelo mundo, retrações nas bolsas e nos fundos internacionais. Mas, no geral, eu diria que a perspectiva é boa para este ano e o próximo. O diretor lembra que, no ano passado, mesmo sob forte crise internacional, com queda no segmento contêiner, o Porto manteve um incremento em suas movimentações de carga, graças ao granel. Ele atribuiu o resultado à diversificação dos tipos de carga operadas, situação que deixa o complexo menos vulnerável a eventuais sazonalidades de um setor específico. MILHO O baixo preço do milho produzido na região Centro-Oeste do Brasil derrubou as exportações do produto no Porto de Santos. De janeiro a maio, foram embarcadas 555 mil toneladas, uma queda de 37% frente ao mesmo perãodo do ano passado. A estimativa da Codesp para este ano é que apenas 2,15 milhões de toneladas do produto sejam enviadas ao mercado externo, um decréscimo de 39% frente a 2009. O assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg),Leonardo Machado,explicou que os produtores não conseguem exportar sua colheita. Ele afirmou que cerca de 80% de todo o milho produzido no estado é escoado pelo cais santista.O milho está ficando todo aqui, guardado nos armazéns,disse.
Segundo Machado, o frete rodoviário entre Goiás e Santos custa, em média, R$ 130,00 por tonelada. O milho, por sua vez, é vendido a R$ 183,00 a tonelada,quando embarcado para o exterior. Ele explica que não está compensando enviar a produção para fora do País, mas diz que, para os próximos meses, o volume exportado deve aumentar.