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Dentro do Plano Estratégico (2021-2025), a Petrobras irá investir um bilhão de reais em sustentabilidade nos próximos cinco anos.
O Plano Estratégico da Petrobras (2021-2025), apresentado recentemente pela companhia traz de forma mais delimitada as medidas de sustentabilidade para os próximos cinco anos de atuação. De acordo com o diretor de relacionamento institucional e sustentabilidade da empresa, Roberto Ardenghy, o projeto de descarbonização é a prioridade da Petrobras. Com isso, o nível de emissão de carbono já está sendo considerado um elemento de qualificação de projetos. “Se tiver a pegada alta de carbono não passa”, frisou ele, durante o Rio Oil and Gas, realizado pela Epbr, nesta quinta-feira (03).
Ardenghy afirmou que os critérios de descarbonização também serão demandados dos fornecedores. Segundo ele, para firmar contratos são considerados alguns critérios como: operação eficiente, segura, de baixo custo e agora, de forma mais enfática, a baixa emissão.
Ele afirmou que essa questão sempre foi uma preocupação da empresa, mas que não estava tendo o tratamento adequado. Agora, para os próximos cinco anos o tema da sustentabilidade ganhou o que ele chamou de “hierarquia” dentro da companhia. Mesmo com a redução de 20% nos investimentos se comparado ao plano estratégico anterior, este setor foi o único que não sofreu cortes de orçamento. Ele disse que até 2025 a Petrobras vai investir na área um bilhão de dólares.
O diretor ressaltou que no contexto atual só sobreviverão empresas que capazes de produzir petróleo de forma mais sustentável possível. “A sociedade e os acionistas exigem isso”, pontuou. Ele avalia que o aspecto da baixa emissão de carbono tem um objetivo de negócio para a empresa. Isso porque a ideia principal é fazer como que a Petrobras sobreviva à transição energética.
“O mundo vem debatendo mais do que nunca as questões climáticas. O planejamento de diminuir as emissões é uma estratégia internacional e a Petrobras tem como contribuir para isso. Assim, estamos atacando essa questão de forma mais organizada e direta agora”, afirmou Ardenghy.
Para tanto, ele destacou que a empresa já tem no “pipeline” alguns projetos voltados para a sustentabilidade como é o caso da produção de diesel renovável e o projeto de captura de carbono, com a reinjeção. Ele disse que no ano passado a empresa reinjetou 4,6 milhões de toneladas de CO2, sendo o terceiro maior projeto de reinjeção do mundo. Ardenghy explicou que esse processo tem uma dupla vantagem para a empresa: uma delas é a própria redução do gás de efeito estufa, e a outra é que a reinjeção aumenta o fator de recuperação do reservatório.
De acordo com ele ainda que, para a transição energética, terá que haver um processo com alternativas econômicas que garanta o acesso da população à energia, “pois tudo é uma questão de preço”, frisou. Ele avalia, portanto, que a transição vai acontecer ao longo das décadas, mas que ainda haverá um longo período de energia fóssil, porém, essa produção precisa ser feita cada vez mais com baixa emissão de carbono.
Fonte: Revista Portos e Navios
