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Clippings - 26/10/18

Temporada de cruzeiros marítimos injetará mais de R$ 2 bi na economia

Período da alta estação 2018/2019 tem sete navios no litoral do Brasil; para os 133 roteiros ofertados, o total de camas a serem vendidas chega 500 mil

Rio de Janeiro – A temporada 2018/2019 de cruzeiros marítimos terá impacto na economia brasileira acima de R$ 2 bilhões, considerando 15% de aumento no total de viajantes embarcados, em relação à temporada anterior de 2017/2018, disse nesta quinta-feira o presidente da Clia Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), Marco Ferraz. Na temporada 2017/2018, foram injetados na economia mais de R$ 1,792 bilhão, resultado11,5% superior ao do período 2016/2017, o que significa um aumento de R$ 185 milhões.

A temporada de cabotagem 2018/2019, em que os navios ficam só na costa da Argentina, Brasil e Uruguai, totaliza sete embarcações, igual número da temporada passada. Marco Ferraz destacou, porém, que os navios vão ficar mais
tempo na costa brasileira. O primeiro transatlântico tem chegada ao porto do Rio de Janeiro prevista para 19 de novembro, e o último sairá no dia 14 de abril de 2019. “Com isso, a gente aumentou em 15% a oferta de leitos”. Para os 133 roteiros ofertados, o total de camas a serem vendidas alcança 500 mil.

Deverão ser embarcados 470 mil viajantes, contra 418 mil na temporada anterior.

“A estratégia de ficar mais na temporada e com mais roteiros acabou equivalendo, como se tivesse um navio a mais”, apostou Ferraz. A média por navio é de 60 mil viajantes embarcados.

De acordo com pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Clia Brasil, o impacto direto, indireto e induzido de cada cruzeirista, como são chamados os viajantes, na cidade onde aporta, é de R$ 520. Por esta conta,
Ferraz disse que, se a cidade de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos (RJ), receber 100 mil cruzeiristas, a cidade terá R$ 52 milhões de impacto devido aos navios de cruzeiro. Na temporada anterior, o impacto econômico médio gerado por cada cruzeirista nas cidades de escala foi R$ 515.

MAIS VISITADOS
Os portos de Santos, Rio de Janeiro e Salvador são os pontos de partida, com roteiros que vão até Buenos Aires. Ao todo, incluindo Punta del Leste e Montevidéu, no Uruguai, são 18 cidades visitadas nos três países. Como Santos é
o principal porto de origem no Brasil, estão previstas 87 escalas nessa cidade.

Entre as cidades mais visitadas, Marco Ferraz citou Rio de Janeiro, com 81 escalas e origens; Armação dos Búzios (RJ), com 55 escalas; Ilhabela (SP), 44 escalas; Salvador, 37; Ilha Grande (RJ), 30 escalas; e Balneário Camboriú (SC), 29 escalas.

O tíquete médio da temporada anterior de cruzeiros marítimos foi da ordem de R$ 2.200, para uma média de permanência de 6,7 dias. Esse valor por viagem e por pessoa inclui alimentação, hospedagem, transporte e entretenimento. “É um custo/benefício muito bom, ainda mais em tempos de crise, em tempos de câmbio alto”, salientou o presidente.

O presidente da Clia Brasil informou que, além dos navios de temporada, há os chamados navios de passagem, que estão dando a volta ao mundo e aproveitam o verão na América do Sul para passar pelo Brasil. “Deve ter 30 navios até o fim do verão passando por aqui”, disse Ferraz.

Os destinos mais visitados por esses navios de passagem são Rio de Janeiro, em primeiro lugar e, na segunda posição, em disputa, Manaus e Salvador. Esses navios de oceano têm cabines de altíssimo luxo, que custam até US$ 50 mil. “Eles vão até a Região Norte do Brasil, conhecer a Amazônia”. Nesses navios de passagem, a  maioria dos passageiros são norte-americanos, ingleses, alemães e franceses.

 

Fonte: FOLHA DE LONDRINA (PR)