Após mais de um ano de negociações, na sexta-feira a CSN aprovou os termos do acordo feito com os sócios asiáticos na Namisa para a definição do futuro da mineradora de ferro. O contrato prevê uma joint venture entre as duas partes na Congonhas Minérios, com fatia de 88,25% para siderúrgica controlada pela família Steinbruch e 11,75% para os parceiros.
Os ativos inclusos na negociação, além da própria Namisa – 60% CSN e 40% asiáticos -, são a mina Casa de Pedra, 100% CSN; as fatias de CSN e Namisa na MRS Logística, no total de 18,63% do capital; bem como ativos e direitos de operação do terminal Tecar no porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A parcela do capital das duas partes ainda pode ser alterada, a depender de ajustes financeiros.
Como parte do acordo, tanto a CSN como as siderúrgicas da Ásia – as japonesas Itochu, JFE Steel, Kobe Steel e Nisshin Steel, a sul-coreana Posco e a taiwanesa China Steel – terão contratos de compra exclusiva de parte da produção de minério de ferro da joint venture. A expectativa é de obtenção de aprovações e conclusão da formação da empresa até o fim de 2015.