Futuro da Samarco I
Terminou sem votação a primeira reunião da assembleia geral de credores da Samarco. A assembleia foi definida pela administração judicial da mineradora em duas chamadas, nos dias 20 e 27 de outubro. Neste primeiro encontro, a votação para criar o comitê de credores não foi realizada por falta de credores trabalhistas e microempresas. De acordo com a ata da assembleia, a reunião virtual teve início às 14 horas e durou 50 minutos.
Compareceram à assembleia 97,05% dos credores da classe III (quirografários), 49,35% dos credores da classe I (trabalhistas), e 13,81% dos credores da classe IV (microempresas). Não foram registrados credores na classe II, que é formada por aqueles com garantia real.
Futuro da Samarco II
De acordo com a ata, as sócias da Samarco e também credoras Vale e BHP foram aceitas para participar da assembleia, mas não terão direito a voto e não foram consideradas na verificação do quórum de instalação e deliberação da assembleia. Isso porque as empresas são sócias controladoras da Samarco. Para a advogada Ana Carolina Monteiro,
do escritório Kincaid, Mendes, Vianna Advogados, o voto dos acionistas da Samarco na assembleia seria considerado abusivo. Como Vale e BHP são donas de grande parte das dívidas, elas teriam maior peso na votação e poderiam impor aos credores sua posição, sem chance para os demais credores manifestarem suas divergências.
Fonte: Valor Econômico