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Clippings - 06/11/13

Custo de Libra pode chegar a US$ 400 bilhões

O Estado de S. Paulo – 06/11/2013

Vinícius Neder / Rio

A exploração do prospecto de Libra custará US$ 400 bilhões ao longo dos 35 anos do contrato de partilha, incluindo o bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, que deverá ser pago no próximo dia 19, conforme anunciou ontem a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por esse cálculo, a Petrobrás, líder do consórcio vencedor do leilão realizado no mês passado, teria que arcar com 40% do total ou US$ 160 bilhões. O contrato de partilha será assinado entre 10 e 17 de dezembro.

Os valores foram estimados em estudo da IHS, maior consultoria internacional do setor.
Em outro relatório, a consultoria estima em 11,8% a taxa interna de retorno (TIR, rentabilidade) do projeto. 77,5% dos recursos gerados iriam para a União.

A maior parte dos US$ 400 bilhões é custo operacional, pois o investimento em capital exigirá cerca de US$100 bilhões. O pico de investimentos em capital seria 2019, para quando está prevista a extração do primeiro óleo de Libra, com cerca de US$ 18 bilhões. O primeiro ano de investimento relevante seria 2016, com cerca de US$ 4 bilhões.

As projeções já incluem o custo-Brasil, exigências de conteúdo local e inflação relativamente pressionada. Os valores da IHS são bem superiores aos da ANP, que projeta custo total de R$ 200 bilhões, 25% do estimado pela consultoria. O investimento mínimo fixado pela ANP na fase de exploração é de R$ 610,9 milhões.

O estudo da IHS foi distribuído a clientes, antes do leilão de Libra, e ressalta que o valor é elevado demais para um projeto sobre o qual as empresas privadas têm pouca influência. Para uma companhia com ações negociadas em bolsa é muito difícil justificar um investimento tão grande, diz uma apresentação do estudo, produzida por consultores da IHS baseados no Rio. O relatório expõe os riscos, para investidores, do modelo de partilha da produção e das exigências de conteúdo local.

A partir dos dados levantados pela equipe brasileira, a área de análise macroeconômica da IHS, sediada nos Estados Unidos, elaborou um relatório incluindo diversas variáveis, como preço do petróleo, câmbio, inflação e crescimento.