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Clippings - 31/10/14

Custo operacional de sondas da Sete Brasil será de R$ 11 bilhões por ano

Estimativa do Ipea refere-se às 29 unidades da empresa, 28 das quais foram afretadas pela Petrobras. Os custos operacionais das 29 sondas da Sete Brasil chegarão a cerca de R$ 11 bilhões por ano. Do total de unidades, 28 foram afretadas pela Petrobras por perãodos de dez ou quinze anos, com contratos previstos para entrarem em vigor entre 2015 e 2020. As despesas para manter as unidades operando durante todo o perãodo contratual serão de aproximadamente R$ 160 bilhões.

A estimativa, que leva em conta gastos com afretamento, mão de obra, trâmites portuários, entre outros, é de um estudo feito pelo Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada (Ipea) que deu origem ao livro “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil”, apresentado nesta quinta-feira (30/10) no 26º Café com Energia, promovido pela Onip, no Rio de Janeiro. O trabalho é de autoria do economista Carlos Campos Neto e do engenheiro mecânico Fabiano Mezadre Pompermayer.

A pesquisa também avaliou em R$ 4 bilhões por ano os custos para manter a frota de barcos de apoio offshore contratados ao longo das três edições do Prorefam. O programa da Petrobras demandou investimentos totais da ordem de R$ 16,7 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão em sua primeira edição, R$ 4,3 bi na segunda, e R$ 10,7 bi na terceira parte.

Ainda em andamento, o 3º Prorefam prevê o afretamento de 146 barcos de apoio de bandeira brasileira, dos quais 110 já foram contratados. Desses, cerca de 30 estão em operação, e outros 61 estavam construção em março deste ano. As últimas unidades contratadas no programa deverão entrar em operação até 2020.

A pesquisa também estimou o investimento feito pela Petrobras em unidades offshore – entre plataformas, barcos de apoio, sondas e petroleiros – com entrada em operação entre 2012 e 2020: cerca de R$ 150 bilhões. O aporte, porém, poderá chegar a R$ 277 bilhões, se considerado os investimentos em Libra, que elevará a demanda para 544 unidades offshore.

Indústria

Segundo o estudo, a receita da indústria naval brasileira cresceu aproximadamente 19% entre 2000 e 2013, mais de três vezes do que o faturamento da indústria de navipeças, o que indica que boa parte do investimento não foi absorvido pela cadeia produtiva local. “É inegável, contudo, que essa indústria está mais capacitada”, salientou Pompermayer.

Outro ponto destacado pela pesquisa, que entrevistou cerca de 100 empresas da cadeia de navipeças, é que a maior parte dessa indústria (60%) não possui atividades no exterior. Segundo os autores, a evolução da competitividade brasileira esbarra nos custos de construção locais, mais elevados que aqueles de países como China e Coreia do Sul, devido à maior incidência de carga tributária e custos mais elevados de mão de obra e matéria prima.