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Clippings - 29/07/10

Custos de exploração vão estar no contrato de Petrobras e União

São PAULO – Os custos da Petrobras com a exploração de áreas não licitadas no pré-sal da Bacia de Santos, na busca de áreas que serão usadas na capitalização da empresa, farão parte do contrato entre a União e a estatal, afirmou fonte próxima à operação.

Segundo a fonte, no contrato constarão também custos com eventuais problemas, como o que ocorreu na perfuração de Libra, que resultou em gastos de US$ 30 milhões. Na ocasião, o poço desmoronou quando a sonda atingiu a camada de sal.

A estatal e o governo analisam não apenas o Campo Franco e Libra para utilizar na capitalização, mas também áreas onde será preciso fazer unitização (blocos de diferentes controladores que se interligam), como o Campo Iara, acrescentou a fonte. O custo vai entrar no acordo do preço final com o governo, declarou.

A empresa anunciou na madrugada de ontem a realização de assembleia extraordinária para definir o critério de valoração dos títulos públicos a serem utilizados na capitalização da empresa, operação prevista para setembro e que, segundo o mercado, pode atingir US$ 85 bilhões, a depender do preço do barril do petróleo utilizado.

O objetivo é melhorar o balanço da empresa, para que ela possa obter maiores financiamentos para a exploração do pré-sal e, ao mesmo tempo, não aumentar o endividamento do governo, o maior acionista.

Operações

A Petrobras divulgou nota, ontem, por meio da qual informa que está negociando e contratando operações de crédito com instituições financeiras no mercado local.

Em junho de 2010, a estatal informou que contratou uma operação de nota de crédito à exportação (NCE) no montante de R$ 2 bilhões com a Caixa Econômica Federal (CEF), por longo prazo, com taxas e condições atraentes, compatíveis com o mercado. A nota, que destaca a estratégia de explorar boas oportunidades de financiamento, não revela que outros financiamentos a companhia teria feito no perãodo.

A estatal diz que com o crescimento da companhia e com a expansão de seus negócios, a Petrobras tem-se empenhado em explorar todas as oportunidades de financiamento oferecidas pelo mercado financeiro. Os executivos da companhia estão impedidos de fazer comentários sobre quaisquer temas por conta do perãodo de silêncio que a companhia deve observar até a viabilização de seu processo de capitalização.

A nota ainda reitera que a empresa se encontra em situação confortável de caixa e a operação se enquadra no curso normal das suas atividades, e ressalta que os negócios rotineiros da companhia serão divulgados em seu balanço trimestral, a ser divulgado no próximo dia 13 de agosto.