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Clippings - 20/04/17

Da Bahia para Sergipe

A Maha Energy pretende levar a produção do campo de Tiê, localizado na Bahia, para Sergipe. A companhia pretende fechar um contrato para vender a produção da área por meio de caminhões para terminais sergipanos. A empresa apresentou um plano de trabalho com foco no aproveitamento das sinergias entre o campo de Tiê, na Bacia do Recôncavo, e o campo de Tartaruga, em Sergipe-Alagoas, onde a companhia comprou 75% de participação ao final de 2016.

Atualmente, a área produz abaixo de sua capacidade devido à falta de um destino para o gás natural em excesso, já que apenas parte da produção de gás da área é comprimida e vendida para o mercado local, e à baixa capacidade das instalações, que foram concebidas para receber no máximo 1,1 mil barris/dia.

“A Maha desenvolveu um plano com outro comprador que já expressou interesse em comprar a produção adicional de Tiê, que pode ser levada por caminhões da Bahia para Sergipe. A atividade deve começar no primeiro semestre de 2018”, explicou a empresa.

O acordo é interessante pois em Sergipe o preço de desconto na compra do óleo é mais baixo (entre US$ 4/barril e US$ 6/barril) em comparação com a Bahia, onde atualmente o desconto está próximo de US$ 9/barril, mas já alcançou até US$ 15/barril. O custo para levar a produção de um estado ao outro será de US$ 4/barril.

A compra de Tiê e outros seis campos a Gran Tierra pela Maha foi anunciada em fevereiro e ainda depende da aprovação da ANP e de outros órgãos reguladores. Caso a transação seja concluída, o campo passará por trabalhos para aumentar a capacidade de produção. Estão previstos a finalização do programa de injeção de água, a instalação de sistemas de elevação artificial em dois poços até o final do ano que vem e a perfuração de um novo poço na área até 2020.

Já em Tartaruga, a Maha deve perfurar quatro poços direcionais até 2020. A companhia tem uma licença para perfurar mais um poço na área, atividade que deve ocorrer até o final de 2018 e que, no momento, depende da aprovação da Petrobras – parceira na área, com 25% de participação – e da disponibilidade de equipamentos. A previsão é de que serão gastos US$ 5,6 milhões com a perfuração de cada poço.

No momento, a Maha trabalha para otimizar o sistema de bombeamento dos poços do campo para aumentar a produção da área em até 15%. No começo do ano, o campo recebeu um workover que fez com que a produção da área pulasse de 10 barris/dia para 250 barris/dia, o que tem garantido um fluxo de caixa positivo para a empresa.

As estimativas da companhias são de que Tartaruga poderia produzir 320 barris/dia em 2017, volume que pularia para 440 barris/dia em 2018 e chegaria a 880 barris/dia em 2021. Já Tiê deve produzir 1,1 mil barris/dia este ano, 1,35 mil barris/dia no ano que vem e 3 mil barris/dia em 2021. Caso as projeções se confirmem, daqui a cinco anos a Maha produzirá 3,9 mil barris/dia no Brasil, volume similar ao que a Nova Petróleo produz hoje no país, a partir de quatro campos terrestres.

Somente o campo de Tiê assegurará um volume de 10,2 milhões de boe em reservas 2P à Maha, em uma área que demanda US$ 8,18 por boe em gastos operacionais. A expectativa é que a transação seja concluída no segundo semestre.