O grupo Odebrecht, com forte atuação nos setores de construção civil e petroquímica, quer se tornar a maior operadora brasileira de plataformas de perfuração e produção de petróleo em águas profundas do país.
De olho no desenvolvimento da produção do pré-sal, a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) vai investir US$ 3,5 bilhões nos próximos três anos para a construção de cinco plataformas de perfuração, que poderão ser afretadas para a Petrobras ou para outras petrolíferas no Brasil e no exterior.
O presidente da OOG, Miguel Gradin, explicou ao GLOBO que o objetivo dos novos investimentos é dobrar o número de plataformas de perfuração da companhia, de cinco para dez, em três anos. As cinco primeiras unidades, ainda em fase de construção no exterior, já têm destino certo: serão alugadas pela Petrobras.
– Nossa meta no próximo triênio é dobrar a nossa frota de plataformas para atuar não só no Brasil, mas também no exterior, em regiões como a Costa Oeste da África e também o Golfo do México – destacou Gradin.
Meta da empresa é faturar US$ 1 bilhão já em 2012
Com esse projeto de expansão das atividades de operação de plataformas, a OOG pretende aumentar seu faturamento para US$ 1 bilhão já em 2012, contra os US$ 850 milhões atuais. A empresa também está reformulando sua logomarca, que reforça a sigla OOG e aposta numa nova imagem, num novo layout.
As cinco primeiras plataformas estão sendo construídas nos Emirados Árabes Unidos e na Coreia do Sul. Mas as próximas, dependendo da disponibilidade dos estaleiros existentes no país, poderão ser construídas no Brasil.
– A construção dessas unidades no Brasil vai depender da demanda do cliente (Petrobras ou outras petrolíferas) e da disponibilidade dos estaleiros aqui. Mas hoje a indústria brasileira está vivendo um novo marco, e acredito que terá condições de competir no mercado externo – afirmou Gradin.
Trabalhadores das plataformas serão brasileiros
Apesar de a construção das primeiras plataformas da OOG estar sendo feita no exterior, a empresa garante que toda a mão de obra que vai operá-las será brasileira. Gradin ressaltou que cerca de 700 pessoas já estão sendo treinadas em Macaé, no Norte Fluminense, para operar as primeiras unidades.
Construída em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, a primeira plataforma, a semissubmersível Norbe VI, com capacidade de perfurar em lâmina d’água de até 2.400 metros, chegará ao Brasil até o fim deste ano. Outras duas, os navios-plataforma Norbe VIII e Norbe IX, estão em construção na Coreia do Sul. Ambas estão sendo produzidas para operar em águas profundas de até 3.000 metros.
As duas últimas plataformas de perfuração da Odebrecht já em construção, também em estaleiro sul-coreano, estão previstas para serem entregues em 2012. A ODN I e a ODN II terão capacidade de operação em águas profundas de até 3 mil metros.