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Clippings - 20/07/16

Decisão sobre descoberta offshore no Espírito Santo fica para 2021

O projeto de Indra, descoberta da Petrobras no offshore do Espírito Santo, pode levar mais de dez anos para ser concluído. Este mês, a ANP concedeu, pela terceira vez, uma extensão de prazo para o projeto, localizado em duas concessões diferentes, nos blocos ES-M-527 e ES-M-594, fixando o término do plano de avaliação (PAD) em julho de 2021.

As informações foram confirmadas pela ANP esta semana e dizem respeito à deliberação da diretoria da agência no dia 12 deste mês.

O investimento obrigatório exigido pela ANP no PAD de Indra, inclusive, foi concluído em 2012, com a perfuração do poço de extensão batizado de Arjuna. Ao postergar o contrato, a ANP dá mais prazo para a Petrobras e a Statoil, sócia no projeto, decidirem se declaram a comercialidade de um novo campo na região ou devolvem a área.

Por sinal, a Statoil ampliou seus investimentos na Bacia do Espírito Santo após Arjuna confirmar que o reservatório de Indra, no ES-M-594, estende-se até o ES-M-527, que era operado pela Petrobras, com 75%, e tinha a Vale como sócia, com 25%. Em 2014, a norueguesa comprou os 25% da Vale e a ideia era integrar Indra/Arjuna e a descoberta de São Bernardo, além de criar sinergias com oito blocos da 11ª rodada, contratados pela Petrobras e pela Statoil, na mesma região.

Em julho de 2014, alguns meses após o fim do primeiro prazo de Indra, o contrato foi estendido até dezembro do ano passado, mas em agosto de 2015, outra decisão postergou o fim da campanha por mais seis meses, que se encerraram na semana passada. Agora, o consórcio ganhou mais cinco anos para concluir o projeto.

O poço descobridor de Indra (1BRSA-882-ESS) foi feito em 2010, quando a Petrobras confirmou a existência de um reservatório de 200m de espessura. Indra e Arjuna são descobertas no pós-sal da Bacia do Espírito Santo.

O bloco ES-M-594 é operado pela Petrobras, com 60% da concessão, em parceria com a Statoil (40%), enquanto no ES-M-527 a petroleira brasileira é operadora com 75% e a companhia norueguesa tem os outros 25%.

Questionada se pretendia declarar a comercialidade de Indra ou devolver a área, a Petrobras não emitiu nenhum comentário até o fechamento dessa matéria.