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Clippings - 01/04/26

Decisão sobre SEAP I pode ocorrer nas próximas semanas

Em evento, gerente disse que Petrobras está otimista em conseguir avançar com próximas etapas da negociação com SBM, que teve melhor proposta classificada

A Petrobras afirma que segue em discussões internas para a tomada de decisão a respeito dos investimentos no projeto SEAP I, segunda unidade do Projeto Sergipe Águas Profundas, na Bacia Sergipe-Alagoas. O gerente executivo de águas ultraprofundas da Petrobras, Cesar Cunha, disse, nesta terça-feira (31/03), que a companhia está otimista de que conseguirá seguir adiante com esse processo nas próximas semanas. Em dezembro de 2025, houve a decisão relativa aos investimentos para SEAP II.

Ele explicou que, aprovado o projeto e chancelando o FPSO, a empresa vai ao mercado contratar sistemas submarinos, que abrangem linhas flexíveis e rígidas subsea. O primeiro passo, segundo o gerente, será contratar os trechos terrestre e marítimo do gasoduto, num cenário ideal, ainda em 2026. Na semana passada, a Petrobras assinou com o governo de Sergipe um protocolo de intenções para viabilizar a comercialização do gás natural a ser produzido pelos dois projetos SEAP.

A viabilidade dos dois FPSOs de SEAP depende do êxito da negociação com a SBM, que foi a empresa que apresentou a melhor proposta no certame. Cunha mencionou que já existe uma experiência bem sucedida com a SBM nessa modalidade BOT de contratação. “Recebemos propostas de algumas empresas. A melhor proposta classificada foi da SBM. Estamos em fase de negociação. Tem a etapa final para concluir o processo, mas estamos otimistas”, resumiu.

O projeto SEAP tem previsão de investimento total de R$ 60 bilhões a R$ 80 bilhões, com arrecadação da monta de R$ 60 bilhões no período e geração estimada em 10 mil postos de trabalho. A expectativa é de produção de até 1,6 barris de óleo equivalente (boe).

“Tudo dando certo, temos expectativa de ter o primeiro óleo no segundo semestre de 2030 da primeira unidade (SEAP II) e para a segunda unidade (SEAP I), a expectativa é ter alguns meses depois”, disse o gerente durante seminário promovido pela FGV Energia, no Rio de Janeiro (RJ). Ele explicou que a defasagem de entrega é para melhor capturar sinergia da cadeia de suprimentos. Segundo Cunha, a estratégia integrada de desenvolvimento faz com que os projetos se ajudem em termos de economicidade.

No mesmo evento, a diretora executiva de exploração e produção (E&P) da Petrobras, Sylvia Anjos, lembrou que a companhia atua em parceria com duas empresas indianas, nos respectivos consórcios, e disse que existe colaboração com elas para viabilizar essa operação. “Estamos viabilizando essa contratação para redução de custos (…). Conseguimos ajustar que os dois consórcios aceitassem ajustar os projetos para que ficassem projetos idênticos, de forma que dê competitividade final ao custo. Porque já foram três vezes que deu vazio e não vai acontecer isso desta vez. Houve um trabalho grande nesse sentido”, afirmou Sylvia.

Fonte: Danilo Oliveira – Portos e Navios.