Os gastos com unidades flutuantes de perfuração e jack-ups aumentarão 30% e 7%, respectivamente, este ano, prevê a Rystad Energ. O crescimento reflete a recuperação dos preços do barril e o maior interesse em projetos de águas profundas e ultraprofundas.
Segundo a consultoria, desde 2010 cerca de 70% dos poços offshore foram perfurados por jack-ups (20%) ou sondas flutuantes (50%), enquanto o restante (30%) foi perfurado por plataformas fixas.
Até 2021, a previsão é que 172 unidades flutuantes sejam demandadas no mundo, especialmente por projetos no Mar do Norte, no Oeste da África e no Brasil – onde o projeto de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, deve gerar a maior necessidade de sondas.
A retomada é puxada por projetos menores de subsea-tieback e desenvolvimento faseado, em um cenário de contratos mais curtos para as perfuradoras, tendo em vista as reduzidas taxas diárias que ainda predominam no mercado.
Diversos navios-sonda de sexta e sétima gerações conseguiram contratos de longo prazo desde o terceiro trimestre de 2018, e sondas nesse segmento deve alcançar utilização quase total nos próximos anos. A tendência, segundo a Rystad, é que unidades flutuantes de modo geral fechem mais contratos este ano em relação a 2018.
Fonte: Revista Brasil Energia