A demanda por poços no Brasil despencou em 2016, atingindo um patamar não visto em décadas. Ao todo, foram perfurados 241 poços no país, um terço da quantidade registrada em 2015, de 616 perfurações. A diferença explica-se pela brusca redução da atividade em terra.
A conjunção do fim de projetos exploratórios de maior porte iniciados no fim da década passada com menos investimentos em áreas produtores terrestres, em grande maioria, operadas pela Petrobras, explica o resultado. Em 2016, foram perfurados 168 poços em terra, 67% menos do que os 517 poços de 2015.
O número de poços exploratórios cai desde 2012, mas o total de poços de desenvolvimento em terra seguia crescendo até o ano passado, graças aos ativos da Petrobras, na Bacia Potiguar. Ano passado, contudo, o número de poços na província caiu para 150, menos da metade dos registrados em 2015.
No mar, o número total de perfurações chegou a 73 em 2016, marcando o quinto ano seguido de queda – em 2015, foram perfurados 99. A queda foi provocada pelo fim de projetos exploratórios e o número cada vez menor de poços de produção em Campos, região que ao lado de Santos foram as únicas a receber investimentos exploratórios.
Dados do International Rog Count, da Baker Hughes, publicado nesta segunda-feira (9/1) dão a dimensão da recessão: em 2016, 19 sondas por mês operaram em média no país, sendo 12 no offshore.
A redução das frotas se intensificou ao longo do ano, que começou com cerca de 32 sondas em atividades no primeiro trimestre, mas fechou com apenas 12 nos últimos três meses do ano.