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Clippings - 14/05/10

Depois de commodities, Panalpina mira carga reefer

Transporte marítimo LCL e FCL cresceu 20% no primeiro trimestre.

A Panalpina Brasil está diversificando os embarques no transporte marítimo nos serviços LCL (Less Than a Container Load) e FCL (Full Container Load). Depois de investir nos últimos anos no segmento de commodities, que hoje já representa 30% do que o braço marítimo da empresa movimenta, a próxima aposta do freight forwarder é a carga reefer, atualmente com participação nula nos negócios da empresa.

A movimentação do reefer hoje é pífia. A ideia de entrar nesse mercado em 2011 integra a nossa estratégia de crescimento. Não dá para concentrar as operações somente na carga geral, explica o chefe da área de Transporte Marítimo do Mercosur e vice-presidente sênior da Panalpina, Jacques Cohen, em entrevista ao Guia Marítimo.

Até o final do ano, a estimativa da empresa é aumentar em dois dígitos a participação da carga LCL, que hoje não passa de 7%, chegando a 20%. O universo de full contêiner representa os outros quase 95%. Nas commodities, os principais embarques são de açúcar, madeira, compensado, minério, soja, sementes, papel e celulose, arroz e granito.

De acordo com Cohen, no primeiro trimestre o produto marítimo LCL e FCL da Panalpina Brasil cresceu entre 15% e 20% quando comparado ao mesmo perãodo de 2009. A tendência é expandir ainda mais neste ano. Não é possível dizer categoricamente o quanto. Mas tudo indica que vai ser um ano bom, diz Cohen, destacando o câmbio extremamente favorável às importações, cujas taxas crescem a patamares superiores às das exportações.

Isso também devido à capacidade de produção da indústria nacional, que está quase saturada, situação que impulsiona as compras brasileiras de produtos estrangeiros, destaca o executivo. E finaliza: 2009 foi o pior ano da história para a indústria do transporte marítimo de contêineres, com perdas de US$ 20 bilhões a US$ 22 bilhões. Todos os tráfegos caíram expressivamente. O único que teve resultado positivo foi o Ásia-América Latina, que apresentou números positivos.