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Clippings - 28/02/20

Descobertas em avaliação

País tem mais de dez PADs com prazo de conclusão previsto para 2020

O Brasil tem 14 planos de avaliação da descoberta (PADs) ativos com prazo de conclusão previsto para 2020. As atividades acertadas com a ANP estão associadas a projetos offshore e onshore em sete diferentes bacias.

Cinco deles correspondem às atividades da Petrobras em águas profundas na Bacia de Sergipe-Alagoas, onde a petroleira fez as descobertas de Barra, Farfan, Muriú, Moita Bonita, Poço Verde e Cumbe. A previsão era que as áreas fossem declaradas comerciais entre dezembro de 2017 e setembro de 2018, mas a Petrobras solicitou mais prazo para concluir os estudos.

Praticamente todas as atividades firmes de avaliação foram cumpridas até 2016, e, agora, estão pendentes apenas testes, sendo que o primeiro deles, em Farfan, foi iniciado na última semana.

Os ativos estão localizadas nos blocos BM-SEAL-10 E BM-SEAL-11, que são parte do plano de desinvestimentos da Petrobras.

A Petrobras também precisaria encerrar este ano o PAD do bloco BM-PAMA-3, na Bacia do Pará-Maranhão, onde foi feita a descoberta de Harpia, mas a área também foi colocada à venda, e a tendência é que a nova operadora negocie adiamentos. Nesse caso, estão pendentes a perfuração de um poço firme e um teste de formação a poço revestido (TFR) contingente ao resultado da perfuração.

Outro PAD da companhia previsto para terminar este ano é o de Sagitário, no bloco S-M-623, em curso desde 2013. A companhia iniciou a perfuração de um poço na área da Bacia de Santos em setembro de 2019, como parte dos compromissos contingentes, e encontrou indícios de petróleo em janeiro.

Na Bacia do Parnaíba, a Eneva declarou a comercialidade da área de Araguaína (bloco PN-T-102) antes que seu plano de avaliação expirasse. O campo foi batizado de Gavião Carijó.

Ainda no onshore, há expectativa quanto à conclusão do primeiro PAD da Great Energy, no REC-T-107, na Bacia do Recôncavo, além do primeiro plano da BGM, no ES-T-476, da Bacia do Espírito Santo.

Já a Imetame conduz um PAD com previsão de conclusão em outubro no bloco REC-T-212, onde recentemente encontrou fluidos de gás pelo poço 1-IMET-26A-BA. E, no mesmo mês, a Phoenix precisa encerrar a avaliação do POT-T-743, na Bacia Potiguar.

PEMs

O Brasil tem ainda 40 blocos com contratos ativos com fases exploratórias se encerrando em 2020. Dentre eles, a maioria (36) precisa ter sua primeira etapa de exploração concluída este ano, enquanto outros quatro estão no fim da segunda fase.

Quase todas as áreas foram arrematadas entre a 11ª e a 13ª rodadas da ANP e estão localizadas nas bacias terrestres do Recôncavo, Sergipe e Sergipe-Alagoas.

Também está previsto para este ano o encerramento da primeira fase exploratória das concessões operadas pela Total, Ecopetrol e BP na Foz do Amazonas, mas a companhias devem pedir a prorrogação dos prazos já que ainda não conseguiram prosseguir com as atividades por falta de licença ambiental.

No offshore, destaque para o vencimento do primeiro período exploratório dos blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428, operados pela ExxonMobil na Bacia de Sergipe-Alagoas. A petroleira protocolou em setembro de 2019 um pedido no Ibama da licença ambiental para perfurar nas áreas.

Fonte: Revista Brasil Energia