Tentativa da Petrobras de contratar o serviço fracassa e ainda não há decisão sobre nova estratégia

O trabalho de descomissionamento das linhas flexíveis do primeiro sistema de produção antecipada de Libra vai demorar mais tempo para ser iniciado. A Petrobras encerrou a licitação para contratação do serviço, sem fechar negócio com nenhuma empresa.
O encerramento do bid foi formalizado na segunda semana de janeiro. A Petrobras não informou o motivo da decisão aos participantes, mas ao que tudo indica os preços apresentados ficaram acima do orçamento previsto pela comissão de licitação.
A Petrobras ainda não definiu o que será feito sobre a questão. O mais provável é que a petroleira lance novo bid ou tente incluir o serviço em algum outro contrato de SURF em Libra.
O descomissionamento é focado a todas as linhas flexíveis do SPA-1 de Libra, que entrou em operação em 2017. As atividades do primeiro sistema antecipado do ativo foram suspensas há quase três anos.
O trabalho de descomissionamento das linhas deverá ter duração de um ano e meio a dois anos. A Petrobras recebeu as propostas em julho de 2022, após uma série de adiamentos. O edital do bid, por sua vez, foi lançado no final de março.
A companhia não divulgou a lista das empresas que apresentaram ofertas. Há rumores de que a Ocyan e Mota Engil teriam formado um consórcio para disputar o bid, entregando oferta para a Petrobras.
O programa de trabalho envolvia a desmobilização de cerca de 22 km de linhas flexíveis. O escopo da campanha incluía a contratação de serviço de engenharia, preparação, remoção, destinação final e alienação das linhas flexíveis.
O FPSO Pioneiro Libra, que pertence ao consórcio Ocyan/Altera, foi responsável pela produção do primeiro sistema antecipado de Libra. A unidade segue alocada ao ativo, executando novos testes de produção.
Fonte: Revista Brasil Energia