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Clippings - 26/05/17

Descomissionamento de Agulha pode demandar US$ 220 milhões

O descomissionamento do campo de Agulha, na Bacia Potiguar, pode demandar investimentos de até US$ 220 milhões, de acordo com estimativas da Coppe/UFRJ. O cálculo leva em conta o uma infraestrutura composta pelas plataformas PAG-1, PAG-2 e PAG-3, além de poços e tubulações.

Para chegar ao valor final – o mais alto de quatro cenários considerados –, o estudo do professor da Coppe e diretor técnico da Sobena, Jean-David Caprace, considerou a remoção total dos topsides e jaquetas da PAG-1 e PAG-3 e dos dutos instalados no local, além do abandono e tamponamento de todos poços, deixando na área somente a estrutura de base gravitacional (GBS) da PAG-2.

A segunda e terceira opções diferem na solução dada aos dutos, deixando-os em sua totalidade no local ou removendo um quarto das tubulações. No primeiro caso, o orçamento estimado é de US$ 170 milhões e, no segundo, de US$ 210 milhões.

A quarta opção considerada pela Coppe representaria a maior economia, mantendo as jaquetas e GBS das plataformas, além de toda a infraestrutura dutoviária, no campo. Nesse caso, o investimento necessário para o descomissionamento do ativo seria de US$ 140 milhões.

A solução final adotada deve, porém, avaliar possíveis consequências ao meio-ambiente, seja no caso de abandono de estruturas no local – o que demandaria, inclusive, gastos para posterior monitoramento– ou de remoção, considerando-se impactos associados à produção de ruídos, dispersão de resíduos, consumo de energia etc. durante as operações de descomissionamento.

Situado em lâmina d’água de 16 m, o campo de Agulha – operado pela Petrobras com 100% da concessão – produziu o primeiro óleo em 1979. A produção do ativo (267 bopd e 1,137 mil m³/d de gás natural em março, de acordo com dados da ANP de março) é atualmente escoada por dutos multifásicos para o campo vizinho de Ubarana.