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Clippings - 26/02/19

Descomissionamento de boias offshore em estudo

Petrobras se prepara para contratar retirada de quatro equipamentos do mar; maior deles tem quase 900 t

A Petrobras está se preparando para descomissionar três monoboias e uma boia de sustentação de risers (BSR). A companhia fez uma consulta ao mercado (RFI, na sigla em inglês) para verificar o interesse de empresas sobre a prestação do serviço.

A consulta indica cinco atividades distintas, separadas em pacotes. O primeiro prevê a docagem das boias em dique seco ou flutuante ou solução equivalente (como içamento); o segundo, hidrojateamento e limpeza de bioincrustação, além de sua destinação; o terceiro, desmantelamento das estruturas; o quarto, reboque das boias em rota definida pela Petrobras, a partir de locação na Bacia de Campos ou na do Espírito Santo, com destino ao dique; e o quinto, aquisição dos materiais (sucata metálica) após conclusão dos demais serviços.

As operações de desconexão e remoção de linhas submarinas, assim como a desancoragem das boias, não fazem parte do escopo.

O cronograma da Petrobras estipula que as atividades de reboque (Pacote 4) e destinação final (Pacote 1) ocorram entre agosto de 2019 e dezembro de 2020, considerando-se as quatro estruturas.

A estatal não identifica, na RFI, as boias que serão descomissionadas, limitando-se a apresentar suas características. A BSR tem formato retangular (maior lado de 28 m), 5 m de calado máximo e 339 t. As monoboias são todas circulares, com diâmetros entre 16 m e 22 m, calado entre 3,6 m e 9,5 m e peso entre 292 t e 870 t.

No documento, a Petrobras assinala que as boias podem ter bioincrustação em seu casco, incluindo colônias de coral-sol, e que, por isso, os  recursos de suporte no dique devem permitir a remoção da bioincrustação, atendendo às exigências ambientais.

No caso de uma licitação lançada sob os moldes propostos, os participantes poderão apresentar ofertas para pacotes específicos ou todos os cinco – o que configuraria, nesse último caso, um contrato do tipo EPRD (Engenharia, Preparação, Destinação e Disposição).

As estruturas de boias e terminais flutuantes fazem parte dos sistemas offshore de produção de óleo e gás de diversos ativos de produção da Petrobras.

“Concluído o período operacional dos sistemas, as estruturas devem ser descomissionadas, conforme alternativa a ser definida caso a caso, com base em análises multicritério, considerando aspectos técnicos, de segurança operacional, ambientais e econômicos”, observa a estatal na RFI.

Fonte: Revista Brasil Energia