
A Transocean e a Maersk Drilling seguem na disputa pelo afretamento da sonda que irá operar ao lado da unidade West Saturn para a Equinor, perfurando os poços de desenvolvimento do projeto de Bacalhau, na Bacia de Santos. Os dois grupos apresentaram as melhores propostas, sendo selecionados para prosseguir no processo de negociação com a petroleira norueguesa.
Segundo fontes ouvidas pelo PetróleoHoje, a Transocean disputa o negócio com o navio-sonda Skyros, A Maersk Drilling, por sua vez, apresentou três possibilidades de ofertas distintas, sendo uma com a Maersk Developer, que seria disponibilizada após o final da campanha da Karoon em Baúna, e outra com duas unidades que estão no Golfo do México, na porção mexicana.
A campanha em Bacalhau terá duração de um ano. Originalmente, o escopo do contrato contemplava também a perfuração de um poço na Argentina, mas esse serviço vem sendo reavaliado pela Equinor.
O plano da petroleira norueguesa era de iniciar a campanha pela Argentina e depois cumprir o programa de Bacalhau. Nas últimas semanas, entretanto, a companhia cogitou não apenas a possibilidade de alterar a ordem dos trabalhos, como também não incluir o poço no país vizinho.
As negociações e o processo de contratação estão sendo conduzidos pelo board da Equinor da Noruega. Há cerca de uma semana, circularam rumores de que a petroleira teria fechado carta de intenção para o afretamento da sonda, mas os boatos não se confirmaram.
O navio-sonda West Saturn, da Seadrill, deve começar a operar em Bacalhau entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre de 2022. A segunda sonda só deve iniciar campanha entre o final de 2022 e o início de 2023.
A primeira fase do projeto de desenvolvimento da produção de Bacalhau exigirá investimentos da ordem de US$ 8 bilhões, tendo no total de 19 poços -11 produtores, quatro injetores de gás e quatro injetores de água -, que ficarão interligados a um FPSO com capacidade para produzir 220 mil bpd. A unidade de produção está sendo construída pela Modec, no estaleiro Dalian, na China. O sistema de produção entrará em operação em 2024.
Localizado em águas profundas da Bacia de Santos, o projeto de Bacalhau marcará o primeiro desenvolvimento de projeto de pré-sal no Brasil operado por uma IOC. O consórcio de Bacalhau é integrado também pela ExxonMobil e a Petrogal.
O desenvolvimento da primeira fase será voltado à área sul do campo, na antiga área do BM-S-8. Já a etapa seguinte, ainda sem data definida, terá foco na porção norte do ativo, direcionada à extinta área de Carcará Norte.
Fonte: Revista Brasil Energia