A Statoil anunciou nesta quinta-feira (25/06) que vai reestruturar as áreas de Desenvolvimento e Produção Internacional, Desenvolvimento de Campos na Noruega e Marketing, Midstream e Processamento. As áreas passarão a integrar uma só unidade de negócio, que cuidará de todos os ativos em desenvolvimento da companhia, chamado Desenvolvimento de Projetos.
Os esforços fazem parte das reformas na estrutura e no modelo de operação da companhia. Outra mudança anunciada pela empresa foi a fusão da área de Excelência Técnica com o de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, que formarão a área de Desenvolvimento e Implementação Tecnológica.
Além disso, a empresa informou que focará as atividades de desenvolvimento e produção norueguesas nas regiões ao Norte e ao Centro do país, com o objetivo de formar sinergias e reduzir custos. De acordo com a petroleira, o Mar Norueguês e o Mar de Barents são regiões de fronteira estratégicas, com potencial a longo-prazo.
“Essas mudanças vão reduzir a complexidade organizacional, esclarecer papéis e usar de forma mais eficiente os recursos humanos. Se trata de mudar os processos de trabalho, reforçar a intensidade comercial e implementar o programa de eficiência técnica”, afirmou Anders Opedal, COO da companhia.
Este mês, a empresa já havia anunciado a demissão de até 1.500 empregados até o final de 2016, como parte do programa de eficiência e otimização iniciado há dois anos, que pretende economizar US$ 1,7 bilhão por ano. Desde 2013, a Statoil já cortou 1.340 empregados e 995 consultores externos.
A Statoil tem um ativo em desenvolvimento no Brasil, o campo de Peregrino, na Bacia de Campos. A companhia opera a área com 60% da concessão, em parceria com a Sinochem (40%). O campo foi declarado comercial em março de 2007 e produz desde abril de 2011. De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pela ANP, a produção de Peregrino em abril ficou na média de 34,6 mil b/d de óleo e 47,5 mil m³/d de gás.