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Clippings - 03/01/20

Desinvestimentos da Petrobras “estouram” em 2019

A Petrobras concluiu a venda de US$ 21,3 bilhões em ativos em 2019. O valor é mais de 1.500% superior ao registrado no ano anterior, quando a companhia desinvestiu cerca de US$ 1,3 bilhão, além de ser o mais elevado desde 2015, quando seu plano de desinvestimentos foi substancialmente ampliado.

Entre os destaques de 2019 estão as vendas da BR Distribuidora — cuja abertura de capital rendeu US$ 9,6 bilhões à estatal –, da Transportadora Associada de Gás (US$ 8,6 bilhões) e do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III de Espadarte (US$ 1,293 bi).

Também no ano passado a Petrobras assinou contratos para vender os campos offshore de Baúna, Pampo, Enchova e Frade, totalizando cerca de US$ 1,5 bilhão, e dos campos terrestres Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu (Polo Macau), no Rio Grande do Norte, de Ponta do Mel e Redonda (RN) e de Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha (Polo Lagoa Parda), somando outros US$ 207 milhões.

Ainda em 2019, a estatal fechou os contratos de venda da Liquigás, por US$ 925 milhões, e de
arrendamento das fábricas de fertilizantes da Bahia e de Sergipe, com a Proquigel Química, do Grupo Unigel, por R$ 177 milhões.

Ao longo do ano, a estatal avançou com outros processos. No upstream, foram lançados os teasers dos campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, em Sergipe-Alagoas, e da concessão BM-P-2, na Bacia de Pelotas, e passaram à fase vinculante as operações de venda de ativos onshore no Espírito Santo, Sergipe-Alagoas, na Bacia do Recôncavo, no Amazonas e Bahia, além dos campos marítimos de Agulha, Cioba, Ubarana, Oeste de Ubarana, Pescada e Arabaiana, no Rio Grande do Norte, de Peroá e Cangoá, no Espírito Santo, e do polo Garoupa, na Bacia de Campos.

No mid/downstream, foram lançados os teasers de venda da parcela remanescente da Petrobras na TAG e de ativos de distribuição no Uruguai. Além disso, entraram em fase vinculante as operações referentes às refinarias Gabriel Passos (Regap), Rnest, RLAM, Refap e Repar e à Compañia Mega, na Argentina, e em fase não vinculante, a venda da Reman, Lubnor e Six.

Na área de açúcar e álcool, a Petrobras lançou o teaser de venda das ações de sua subsidiária Pbio na BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil, enquanto, no segmento de energia elétrica, entrou em fase vinculante o teaser de venda da Breitener Energética.

“Herdados” de anos anteriores estão ainda os processos de venda dos polos Fazenda Belém, no onshore cearense, e de Miranga (onshore bahiano), dos campos de Piranema e Piranema Sul, Caioba, Camorim, Dourado, Guaricema e Tatuí e de quatro concessões de águas profundas (BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11) em Sergipe-Alagoas, e dos campos Curimã, Espada, Atum e Xaréu (Polo Ceará Mar).

O Plano Estratégico 2020-2024 da Petrobras prevê desinvestimentos entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões para o período, sendo a maior concentração nos anos de 2020 e 2021. Entre outros ativos que devem ser alienados estão usinas termelétricas e a petroquímica Braskem.

Nos últimos cinco anos, a Petrobras assinou contratos ou concluiu a venda de US$ 41,139 bilhões em ativos, sendo 64,5% do total no mid/downstream, 34,7% no upstream e 0,81% no segmento de açúcar e álcool.

Em novembro, a ANP estendeu os prazos para a Petrobras concluir seus desinvestimentos em terra e águas rasas. As operações envolvem 124 campos em 20 polos – alguns deles já vendidos, mas ainda sem todas aprovações regulatórias necessárias à alienação.

Fonte: Revista Brasil Energia