
Previsão de desinvestimento da Petrobras aumenta; venda da Rlam entra em contagem regressiva
A Petrobras prevê arrecadar de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões com a venda de ativos, no período de 2021 a 2025. A projeção integra os indicadores do Plano Estratégico (PE) apresentado a analistas, na segunda-feira (30/11), pela diretoria da petroleira.
A maior parte do montante projetado será oriundo do processo de venda das refinarias, da BR Distribuidora, da Braskem e dos grandes campos da Bacia de Campos, como Marlim, Albacora e Albacora leste, que foram recém incluídos no programa de desinvestimento da companhia. A previsão supera a cifra de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, prevista no plano anterior, direcionado ao período de 2019 a 2024.
Apesar das dificuldades enfrentadas em 2020, em razão da Covid-19 e da crise do preço do barril do petróleo, e das incertezas que ainda ameaçam 2021, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, aposta que todos os processos de desinvestimentos das oito refinarias serão concluídos até o final do próximo ano. No momento, somando todos os processos, a companhia tem mais de 50 ativos colocados à venda.
O processo de venda de ativos garantiu à Petrobras a entrada de US$ 16 bilhões no caixa, em 2019. Até o momento, ao longo de 2020, o programa assegurou o ingresso de apenas US$ 1 bilhão.
Rlam: primeira da fila
De acordo com Anelise Lara, o processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam- BA), em negociação com o grupo Mubadala, será finalizado entre dezembro e janeiro. Após a assinatura do contrato, a Petrobras dará início ao processo de transferência do ativo e closing do negócio, operação que poderá se estender por cerca de nove meses.
No dia 10 de dezembro, a Petrobras receberá as propostas vinculantes para a venda das refinarias Alberto Pasqualini (Refap – RS) e Presidente Getúlio Vargas (Repar- PR). A projeção de Analise Lara é de que seja possível assinar os processos de venda das duas unidades no primeiro trimestre de 2021.
No início de janeiro, será marcada a data para entrega das ofertas firmes para as unidades da Regap (Minas Gerais) e Rnest (Pernambuco).
Após a conclusão do pacote de venda do refino, a Petrobras manterá apenas cinco refinarias em carteira, todas localizadas no Sudeste, sendo três em São Paulo (Recap, Revap, RPBC e Replan) e uma no Rio de Janeiro (Reduc). A capacidade de processamento de petróleo ficará fixada em 1,15 milhão de barris/dia, ante o patamar atual de 2,2 milhões de barris/dia.
Fonte: Revista Brasil Energia