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Clippings - 15/12/14

Desvalorização do petróleo afeta humor de empresário

O Relatório Reservado (RR) indica que o empresário Roberto Viana, nos últimos dias, passou de um tom sereno e o sorriso vitorioso para um semblante de aflição. A RR afirma que sua empresa, a Petra Energia, vive um momento delicado, agravado pela decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não limitar a oferta de petróleo e pela manutenção dos preços do barril em torno dos US$ 70. “As atuais circunstâncias do mercado podem forçar a companhia a suspender o processo de venda de ativos em curso”, diz comunicado do RR.

Oficialmente, todavia, a Petra garante que “não existe processo de venda de ativos, mas, sim, uma rotina em termos de captação de recursos financeiros para execução dos planos de investimentos”. Dona de participações em 50 blocos de petróleo e gás, a companhia já investiu mais de US$ 700 milhões em pesquisas, mas com resultados pouco efetivos. Nos últimos dois anos, as perdas teriam passado dos R$ 400 milhões. Consultada sobre este valor, a Petra não disse nem que sim, nem que não. Informou ser “uma empresa pré-operacional com investimentos concentrados em exploração, que no padrão da indústria gera registros despesáveis”.

RR informa que, além da conjuntura internacional adversa, uma ameaça jurisdicional paira sobre a Petra Energia. “A questão diz respeito à Bacia do São Francisco, onde se concentra quase metade de sua carteira de concessões. Recentemente, a Justiça acatou um pedido do Ministério Público Federal e suspendeu atividades em áreas na Bacia do Paraná onde vinham sendo usadas técnicas não convencionais de exploração, notadamente o processo de fraturamento hidráulico.”