Dezesseis portos serão incluídos no sistema de tráfegos de naviosGoverno tem R$ 146 milhões para instalar Sistema de Gerenciamento e Informação em seis portos.
O plano de implantar nos portos um sistema inédito no Brasil de controle de tráfego marítimo vem enfrentando dificuldades e atrasos. Os editais de licitação para definir as empresas responsáveis por instalar os sistemas nos portos de Santos, Rio e Vitória levantaram dúvidas e questionamentos. Eles estão sendo refeitos e a expectativa do governo é que os sistemas para esses três portos possam ser contratados ainda este ano.
No total, o governo tem um montante de R$ 146 milhões para instalar o Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações em seis portos: Rio e Itaguaí (RJ), Vitória (ES), Salvador e Aratu (BA) e Santos (SP). Os portos do Rio, Vitória e Santos são os mais avançados e a expectativa é que esses contratos sejam fechados ainda esse ano. A contratação das empresas que vão implantar os sistemas nos outros três portos – Salvador, Aratu e Itaguaí – deve ocorrer em 2014. Há a ainda de estender o projeto para mais dez portos públicos no país, o que demandaria um investimento de mais R$ 240 milhões, considerando o valor médio desembolsado para os seis primeiros portos.
Hoje o controle de tráfego das embarcações nos principais portos no país utiliza esse sistema de transponders, conhecido no setor como AIS (Automatic Identification System). O problema é que o porto pode perder o contato com o navio se o comandante desligar o transponder. A expectativa é que a implantação do VTMIS ajude a reduzir congestionamentos de navios e aumente a segurança da navegação e a produtividade nos portos.
Em Santos, depois de duas prorrogações para ajustes no edital, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) suspendeu em setembro a licitação para compra, instalação e manutenção do VTMIS no principal porto do país. Segundo a Codesp, o número elevado de empresas interessadas “resultou em demanda inesperada de solicitações tardias de visitação técnica, além de correções pontuais que se fizeram necessárias”.