unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 03/07/14

Dilma anuncia investimentos em infraestrutura no Espírito Santo

Em sua segunda visita oficial ao Espírito Santo desde que tomou posse em janeiro de 2011, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem um pacote de investimentos federais no Estado que contemplam desde a ampliação do aeroporto de Vitória a obras de mobilidade urbana na região metropolitana e a expansão do Porto de Vitória.

O pacote atende a algumas demandas antigas do governador Renato Casagrande (PSB), que se queixa da falta de atenção da presidente ao Estado e dos poucos investimentos federais no Espírito Santo.

Durante cerimônia de entrega de 496 casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida, em Vila Velha, na manhí de ontem, Dilma anunciou a publicação ontem no “Diário Oficial da União” de um novo edital de licitação para a ampliação do aeroporto de Vitória para atingir a capacidade de, no mínimo, dez milhões de passageiros por ano. A obra vai incluir a construção de um novo terminar de passageiros e novo sistema de pista e de pátio. Durante o anúncio, Dilma fez referências a obras que demoraram décadas para serem entregues e culpou o Tribunal de Contas da União (TCU) pelo projeto nunca ter saído do papel.

“Chegamos à conclusão de que o TCU não vai liberar a obra e o governo federal tomou a decisão: publicamos hoje [ontem] no ’Diário Oficial’ o edital de licitação. Vai ficar claro que o preço agora vai sair maior, mas é da vida”, disse a presidente.

Dilma anunciou ainda a publicação do edital para a duplicação da BR-262, no “Diário Oficial” e a assinatura da ordem de serviço para a ampliação do cais do Atalaia, no Porto de Vitória, uma obra que contará com R$ 140 milhões em recursos federais. A presidente também citou investimentos em obras viárias de R$ 119 milhões na Grande Vitória e mencionou investimento de R$ 1,1 bilhão em obras de saneamento no Estado.

A expansão do aeroporto, do porto e a duplicação da rodovia são demandas antigas de Casagrande na área de infraestrutura ao menos desde o debate acerca da redistribuição dos royalties do petróleo há dois anos. Às vésperas da eleição, as promessas de investimento são uma resposta ao reconhecimento da ameaça que pode significar a eleição do principal adversário de Casagrande, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para o governo.

Até abril, Casagrande mantinha-se distante da disputa presidencial para tentar manter a base de 16 partidos que o elegeu em 2010. Mas depois que Hartung confirmou sua pré-candidatura ao governo e o PT local – mesmo mantendo o vice-governador Givaldo Vieira – lançou o deputado estadual Roberto Carlos na corrida, Casagrande anunciou apoio à eleição de Eduardo Campos (PSB) à Presidência.

Mesmo no PMDB, Hartung recebeu o apoio do presidenciável tucano Aécio Neves. (Em uma disputa acirrada com Casagrande como apontam as pesquisas), o ex-governador é a principal ameaça à reeleição de Casagrande e pode levar ao governo uma administração distante do PT.

Tanto na cerimônia de entrega de 496 casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida, em Vila Velha, quanto na formatura de estudantes do programa de ensino Técnico Pronatec, na capital, nesta que é a última semana em que pode participar de inaugurações antes da eleição, Dilma foi saudada por militantes do PT, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de movimentos de moradia com gritos alusivos à reeleição como “1, 2,3, Dilma outra vez.

A presidente defendeu programas que vai levar como bandeira para a campanha como o Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida e afirmou que o programa habitacional terá uma terceira fase a partir de 2015 com a construção de 3 milhões de casas. Dilma ainda mandou um recado aos empresários indicando a continuidade do seu governo em 2015.

“Estamos sinalizando para os empresários que esse programa vai continuar. Se a gente não faz isso, eles não se preparam para 2015”, disse aos empreiteiros presentes à entrega das casas.

Discursando antes da presidente, o governador Renato Casagrande agradeceu a visita mas sinalizou que as promessas de investimento não são suficientes para as demandas do Estado. Segundo ele, a administração estadual permanece “inteiramente à disposição ” para parcerias o governo federal “para pagar o passivo social enorme [que existe no Estado]”.

Já Dilma afirmou acreditar que “no Espírito Santo caminhamos junto para a construção de um país melhor”. Esta é apenas a segunda visita oficial da presidente ao Espírito Santo desde que foi eleita em 2010. Em dezembro, Dilma visitou as vítimas das chuvas que castigaram boa parte do Estado. Ontem, a presidente permaneceu por cerca de seis horas no Espírito Santo.