A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem em São Gonçalo uma parecia com o governo estadual para tirar do papel o projeto da Linha 3 do Metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo por um sistema de monotrilhos. O estado fará as obras, e o vencedor da concorrência para a concessão do serviço — que será feita até o final do ano — fornecerá os veículos do projeto. O custo total estimado é de R$ 2,57 bilhões. A previsão é que as obras comecem no início de 2014. As estações serão entregues por etapas: a primeira, entre Barreto e Alcântara, deve ficar pronta em junho de 2015; e a segunda, o trecho restante até a Praça Arariboia em Niterói, deverá ser aberta ao público em março de 2016.
TRÂÇADOs POUCAS DESAPROPRIAÇÕES
Dos R$ 2,57 milhões, cerca de R$ bilhão (41%) são recursos do PAG da Mobilidade. O governo do estado entrará com o R$ 1,5 bilhão restante. Serão 14 estações ao longo de 22 quilômetros. A estimativa é que 350 mil passageiros usem o serviço diariamente, Em Niterói, a estação final ficará perto da Estação das Barcas para permitir a integração dos dois sistemas. O projeto prevê uma ampliação futura com a implantação de mais duas estações para que o serviço chegue ao futuro Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj) — mas o cronogra-ma ainda será definido. Até lá, a ligação entre Guaxindiba e o Comperj será feita por uma estrada em construção pela Petrobras.
A presidente Dilma lembrou que a ampliação dos recursos para mobilidade urbana foi um dos compromissos assumidos com movimentos sociais, governadores e prefeitos, após a onda de manifestações iniciada no país em junho:
— O pacto da mobilidade é isso. Qualidade do transporte é igual à qualidade de vida, é igual à respeito às pessoas e ao tempo que elas têm para
desfrutar a vida.
O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, disse que o estudo de viabilidade econômica do projeto estará pronto no dia 15 de outubro. O documento servirá de subsídio para a elaboração do edital de licitação e a definição do prazo de concessão, do valor da tarifa e da operação do serviço com bilhete único. A empresa que vai operar o sistema será a que oferecer a menor tarifa e a maior contrapartida.
Os estudos estão sendo feitos pelo Consórcio Rio de Janeiro em Movimento, formado pelas empresas Montagens e Projetos Especiais (MPE), Scomi Engineering e a Construtora Andrade Gutierrez, sem ônus para o estado.
— Nós já temos a licença ambiental e estão previstas poucas desapropriações. Claro que pode haver imprevistos, mas a expectativa é que o crono-grama seja cumprido — afirmou Hudson Braga.
A presidente prometeu liberar recursos para uma ciclovia paralela ao monotrilho e implantar 20 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus na cidade.
— No Brasil, havia uma teoria que que comprometeu muita cidade grande: não era um país rico o suficiente para investir em metrô. Metrô era coisa de rico — disseDilma. — Essa é uma visão que levou algumas cidades do país a uma situação muito difícil, É só olhar São Paulo, é só olhar o próprio Rio de Janeiro e Belo Horizonte que são as três maiores cidades. O que nós estamos fazendo? Nós estamos correndo atrás agora devido a decisões erradas. (O Globo)