unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 07/11/13

Dilma estuda criação de frota de porta-containeres

O presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, entregou à presidente Dilma Rousseff a proposta de criação de frota própria de navios porta-containeres, feita pelo empresário e economista Washington Barbeito. O plano prevê formação de frota nacional de porta-containeres, encomendada com base em leasing, que poderia ser explorada por um ou mais investidores brasileiros. De início, a frota seria de 12 navios. O crédito via-leasing – aluguel com opção de compra – permite que, em caso de problemas com um operador, os navios possam ser facilmente transferidos a outros, como ocorre na aviação. Recentemente, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou que faria estudos do mercado de fretes no comércio externo, que é explorado apenas por empresas estrangeiras. O advogado Osvaldo Agripino acentuou que, mesmo as operadoras sendo estrangeiras, deveriam ser reguladas, pois transportam exportações e importações brasileiras. O déficit anual de fretes do país é estimado em US$ 20 bilhões.

Rocha explicou porque encaminhou a tese a Dilma:

– Nações como Noruega, Coréia e Estados Unidos dão apoio a seus armadores, sem falar na China, que criou grandes frotas no seu estilo pragmático. O Brasil não pode confiar tão somente em armadores estrangeiros, especialmente se esses se unirem em consórcios, nos quais a competitividade diminui fortemente.

Rocha também vê com bons olhos a Frente Parlamentar de Defesa da Indústria Naval, composta por 207 deputados e dez senadores, tendo à frente o deputado Edson Santos (PT-RJ). Segundo Rocha, hoje há forte demanda do setor de petróleo e gás, mas a construção naval deve suprir também uma armação forte e crescente.

O presidente da V. Ships Brasil, Eduardo Bastos, considera que o país precisa de sua própria marinha mercante. Lembra que, quando a companhia começou a atuar no país, em 1984, a frota nacional era de 220 navios e hoje é inferior a 100.

– É claro que, se retornar aos mares do mundo, a marinha mercante brasileira não poderá competir ombro a ombro com empresas multinacionais que dispõem de enormes frotas, com centenas de navios, sendo alguns dos maiores do mundo. Mas é importante que o país disponha de uma frota, mesmo que limitada, para operar nas rotas internacionais e servir de parâmetro. Hoje, exportadores e importadores ficam à mercê de grandes companhias de fora, que levam os brasileiros simplesmente a aderir ao que existe – declarou Bastos.

Bastos apóia a idéia de se criar uma frota nacional inicial de uns 12 navios, para operar nas rotas para Estados Unidos e Europa. Acha que, assim, o Brasil fincará sua marca no comércio e dará ao Governo parâmetros para conhecimento do mercado de fretes.