A presidente Dilma Rousseff indicou nesta sexta-feira o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para a presidência da Petrobras. Com esta indicação, a ser votada hoje ainda pelo Conselho de Administração da empresa, Dilma continua no comando total da estatal: saiu uma amiga, Graça Foster, e entrou um auxiliar de sua total confiança, Bendine.
A presidência do Banco do Brasil não ficou resolvida nesta operação. Os mais cotados para assumi-la continuam sendo Alexandre Abreu e Paulo Rogério Caffarelli.
Outras indicações para a diretoria da empresa podem ser feitas ainda nesta sexta. A presidente Dilma bateu o martelo em reunião realizada ontem à noite no Palácio da Alvorada, de que participaram os ministros da coordenação política. Ao definir a razão da escolha de Bendine, depois de tantos nomes do mercado cotados para comandar a recuperação da Petrobras, um dos participantes do encontro da madrugada afirmou: “Dilma gosta dele”.
A presidente havia também decidido, na quinta, fixar-se no critério de escolha de um nome palatável ao PT, uma vez que participará, hoje, da reunião que o partido realiza em Belo Horizonte, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diretoria financeira
O atual vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, Ivan de Souza Monteiro, também deve ser indicado pela presidente Dilma Rousseff para compor a diretoria da Petrobras, como CFO, segundo fontes a par do assunto.
Monteiro, funcionário de carreira do BB, é bem visto no mercado financeiro e, em 2012, foi cotado para assumir o comando da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do banco.
As ações da Petrobras lideram as perdas do Ibovespa nesta manhí. Os papéis ON recuam 5,51%, para R$ 9,26, e os ON caem 5,49%, para R$ 9,13. Banco do Brasil ON tem queda de 3,3%, para R$ 22,05. O Ibovespa recuava 1,82%, para 48.34o pontos, às nhio. As ações do Banco do Brasil também reagem em baixa.