O papel da Wilson, Sons, empresa de logística com forte atuação em terminais de contêineres e atividades ligadas à indústria de óleo e gás no Brasil, fechou ontem cotado a R$ 21,45, com alta de 1,65% sobre a véspera. No ano, a valorização é de 103%, acima dos 82,75% do Ibovespa. Porém, a ação ainda está cerca de 10% abaixo do valor de abril de 2007 (R$ 23,77), quando a empresa abriu o capital.
Mesmo com a crise, entregamos resultados melhores do que no ano passado, diz Felipe Guterres, diretor financeiro da empresa.
Guterres diz que a indústria de infraestrutura precisou explicar a dinâmica de negócios no Brasil para investidores e analistas, uma vez que o mercado brasileiro tem características próprias. Um dos desafios foi como criar liquidez para a ação sabendo que os investidores têm compromisso de longo prazo e pretendem ficar por um perãodo maior na companhia. Outro problema surgiu com a crise de crédito de 2008, quando muitos investidores precisaram fazer caixa nos países de origem.
Os cinco principais investidores minoritários da Wilson, Sons aumentaram suas posições no capital da empresa. Entre os 20 maiores [minoritários], alguns trocaram de posição. Entre os minoritários, o principal acionista é o Capital Group, que participa da empresa via fundos de investimento. A Wilson, Sons tem cerca de 42% do capital em mãos de minoritários, enquanto 58% estão em poder da Ocean Wilsons Holdings.
Na crise, a ação sofreu com as oscilações de mercado, assim como as demais companhias da área de logística. O papel da Wilson, Sons chegou a cair para R$ 9,55 em 30 de outubro do ano passado para depois se recuperar e atingir, em 22 de setembro, o preço mais alto, de R$ 25,30. A empresa opera dois terminais de contêineres, tem estaleiro e atividades de apoio portuário e offshore para a indústria de petróleo e gás, além de serviços de logística para a indústria. (FG)