
Durante solenidade de encerramento de mandato de Adalberto Tokarski, membros da diretoria destacaram necessidade da agência aprofundar temas relacionados ao desenvolvimento do modal.
A diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) destacou, nesta terça-feira (15), a necessidade de amadurecimento constante dos temas regulatórios relacionados ao desenvolvimento da navegação interior. O diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery, e a diretora Flávia Takafashi, ressaltaram que essa é uma das principais pautas defendidas pelo diretor Adalberto Tokarski, cujo mandato se encerra na próxima sexta-feira (18).
Nery afirmou que as pautas relacionadas à navegação interior terão continuidade nos próximos anos e são importantes para o desenvolvimento da multimodalidade do país. Ele lamentou que o período de pandemia tenha prejudicado as ações presenciais, principalmente na região Amazônica. O diretor-geral espera que as visitas sejam retomadas quando houver condições mais favoráveis de circulação. “A agência tem a obrigação de manter a pauta da navegação interior com maturidade”, disse durante cerimônia de encerramento do mandato de Tokarski.
O diretor-geral da Antaq destacou a participação de Tokarski na elaboração do plano nacional de integração hidroviária e na realização de um estudo completo sobre o transporte de passageiros na Amazônia. Nery também citou a atuação do diretor em debates na agência como na elaboração da norma de registro, na implantação da outorga eletrônica para empresas de navegação e no modelo dos arrendamentos simplificados, cuja primeira área foi licitada em 2021. Ele lembrou que Tokarski foi defensor da simplificação de processos e redução do fardo regulatório.
Nery também destacou a presença do diretor em discussões sobre a multimodalidade e junto à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na defesa do direito da navegação interior quanto ao uso múltiplos das águas na operação da hidrovia Tietê-Paraná. A diretora Flávia Takafashi acrescentou que esses dois temas são um legado para a agência e exemplos da importância da regulação e do papel Antaq para o setor aquaviário.
Em sua fala de despedida, o diretor Adalberto Tokarski voltou a defender a necessidade de retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná, que já chegou a ficar paralisada por mais de 20 meses. Ele lamentou que a empresa mais antiga que atua na região esteja vendendo suas embarcações por causa da falta de previsibilidade sobre os períodos em que a hidrovia pode ser utilizada para navegação. “A empresa mais antiga está vendendo embarcações. Se a navegação não for retomada, acaba a credibilidade e a estrutura ficará sem funcionar”, avaliou. Ele sugeriu que sejam estudadas parcerias público-privadas para encontrar uma soluções para uma dragagem permanente que garanta condições de tráfego na via fluvial.
Fonte: Revista Portos e Navios