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Clippings - 07/08/20

Disputa por sonda para a Karoon

Ao menos cinco empresas concorrem por contrato de afretamento de uma unidade ancorada

A Karoon espera concluir até o final do terceiro trimestre a contratação da sonda ancorada que ficará responsável pela campanha de Baúna, na Bacia de Bacia de Santos — seu primeiro projeto de produção operado no Brasil.

A petroleira australiana está analisando as propostas recebidas no bid, discutindo com as empresas os termos técnicos e comerciais das ofertas. Fontes do PetróleoHoje revelaram que ao menos cinco empresas estão na disputa: Constellation, Maersk, Seadrill, Dolphin e Vallaris.

Todas as sondas ofertadas estão fora do Brasil, algumas delas estão em warm stacking (operação reduzida), o que tende a reduzir a competitividade comercial das propostas. A concorrência está na fase de mooring analysis (análise de ancoragem), e a previsão é que a contratação seja finalizada em setembro.

O processo de contratação da Karoon foi colocado no mercado em fevereiro. A petroleira afretará uma sonda para operação em lâmina d´água de 300 m.

A campanha envolverá operações de work-over em até seis poços e a perfuração de dois poços produtores no prospecto de Patola, localizado no ring fence de Baúna.

Os trabalhos terão início no final de 2021, começando pelas campanhas de work-over. Os trabalhos devem se estender por até um ano.

O plano original da petroleira, antes da pandemia da covid-19 e do agravamento da crise do preço do barril do petróleo, era iniciar a campanha em Baúna no primeiro trimestre de 2021.

A Karoon estima que, após a conclusão da campanha, será possível atingir produção de cerca de 30 mil bopd em Baúna por oito poços produtores. O ativo produz, hoje, 16 mil bopd, com o FPSO Cidade de Itajaí, que está interligado a seis poços produtores.

A petroleira adquiriu o projeto de Baúna no programa de desinvestimento da Petrobras em julho de 2019, por US$ 665 milhões, devendo assumir a operação do ativo até o final deste trimestre. O prospecto de Patola tem 10 milhões de barris em recursos recuperáveis estimados.

Fonte: Revista Brasil Energia