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Clippings - 17/11/23

DNIT estima mais 2 a 3 meses para garantir melhor navegabilidade no Norte

Arquivo/Divulgação

Diretor disse que órgão trabalha em ações de planejamento e espera contratos mais duradouros que contribuam com mobilização de dragas em rios amazônicos

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) avalia que serão necessários, ao menos, dois meses para garantir as melhores condições possíveis de navegabilidade nos rios da Amazônia, após a grave estiagem que vem assolando a atividade no último mês. O diretor de infraestrutura aquaviária do DNIT, Erick Moura, avalia que, ao longo dos anos, houve uma desmobilização de dragas na região, que hoje se tornou um desafio para solucionar problemas no tráfego de embarcações. Moura afirmou que o órgão vem dialogando formas de contratação de longo prazo e soluções que ajudem a melhorar o planejamento.

“Temos ações em andamento. Prevemos mais dois ou três meses de ação para deixarmos um legado para a sociedade e para a navegação em toda a região Norte”, disse Moura, na última segunda-feira (13), durante o webinar ‘Diálogos Amazônicos — Rios e transportes na Amazônia’, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, através da Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP). Moura ressaltou que há orientação do governo federal para pensar o planejamento do transporte hidroviário para os próximos anos.

Há também expectativa de que a entrada em vigor da nova lei de licitações, a partir de 2024, contribua com contratos mais duradouros de, pelo menos, cinco anos, renováveis por igual período. “Devemos identificar trechos que fiquem cobertos e evitar situações de ‘apagarmos incêndio’ em cima da hora. Não tem draga na região porque o país deixou de investir na dragagem dos rios da região Norte”, disse.

Ele acrescentou que a ausência de dragas na região dificulta a mobilização porque o tempo de espera é grande e os equipamentos disponíveis em menor tempo muitas vezes não são os mais adequados para o serviço. “A grande dificuldade que encontramos agora foi encontrar dragas a tempo de mobilizá-las”, destacou.

Fonte: Revista Portos e Navios