Classificadora de navios e fornecedora de serviços de gerenciamento de riscos no setor de óleo e gás, a norueguesa DNV GL vai iniciar este mês um projeto para aumentar a segurança de dutos submarinos em águas ultraprofundas no Brasil. O estudo, que terá investimentos de R$ 2,2 milhões, será desenvolvido na forma de “joint industry project” (JIP), em parceria com a Petrobras, a Repsol e a Vallourec.
Denominado “Colapse”, o projeto tem o objetivo de desenvolver conhecimento sobre como os dutos podem suportar as pressões em águas ultra profundas, com segurança e sem custos proibitivos. O estudo está em linha com a tendência da indústria de explorar petróleo e gás natural em áreas cada vez mais profundas, em lâminas d’água de até 3 mil metros de profundidade. De acordo com a empresa, hoje 65% dos doutos submarinos do mundo são projetados e instalados de acordo com o padrão desenvolvido pela DNV GL.
O novo projeto será conduzido no recém-inaugurado centro de pesquisa da DNV GL dedicado ao setor de Óleo e Gás, no Rio de Janeiro. A expectativa da empresa é investir entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões na unidade, nos próximos cinco anos, a depender do ritmo das encomendas do setor.
“No nosso modelo, nós conversamos com toda a indústria para entender o que eles precisam e implementarmos uma solução para resolver um problema comum”, afirmou Alex Imperial, novo gerente regional da companhia para a América do Sul. Antes de assumir o cargo, ele respondia pela direção do centro de pesquisa em águas profundas da DNV GL da Ásia e Pacífico, localizado em Cingapura.
Uma das formas de realização de projetos da DNV GL é por meio do programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no qual as operadoras podem investir 1% da receita nos JIP’s conduzidos no Brasil. A DNV GL promove em média 100 JIP’s por ano, para os setores marítimo, de óleo e gás e energia, em âmbito global.
A receita da companhia na área de Óleo e Gás na América do Sul totalizou 150 milhões de coroas norueguesas (cerca de R$ 55 milhões) em 2013, o equivalente a 5% da receita global em óleo e gás. Por sua vez, a divisão petrolífera responde por 28% do faturamento total da DNV GL. No Brasil, a companhia conta com 130 técnicos locais. Segundo Imperial, a companhia investe 5% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento.