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Clippings - 24/07/15

DNV GL fecha parceria com sul-coreanos para reduzir custos na construção offshore

A DNV GL fechou uma parceria com a Korea Offshore and Shipbuilding Association (Koshipa) e o Korea Marine Equipment Research Institute (Komeri) para desenvolver um projeto multicliente (JIP, na sigla em inglês) com o objetivo de padronizar especificações e práticas de construção e montagem de componentes e equipamentos offshore. A expectativa é alcançar uma economia de até 15% no valor total de projetos.

Segundo o gerente Regional da DNV GL no Japão e Coreia do Sul, Arthur Stoddart, especificações e processos sem um padrão comum têm gerado retrabalho, atrasos, desentendimentos e milhares de horas de atividade de engenharia nos projetos offshore.

“A implementação de uma abordagem padronizada gera a oportunidade de reduzir significativamente o custo geral dos projetos sem comprometer sua qualidade ou segurança”, diz o especialista.

Estima-se que o valor total de um projeto de uma TLP (tension leg platform), por exemplo, gira em torno de US$ 3,5 bilhões. Inicialmente, o JIP prevê gerar uma economia entre US$ 150 milhões e US$ 250 milhões em um projeto como esse, o que representa até 7% de seu custo total, mas o potencial de padronização geral poderá resultar em uma redução de até 15%.

O JIP, que está aberto à participação de outras empresas interessadas, focará inicialmente em componentes e equipamentos mais simples, como estruturas terciárias e bulk material para construção, tubulações e engenharia elétrica e de instrumentação (E&I). No ano que vem, o escopo será ampliado para abranger ainda pacotes completos de módulos e equipamentos.

Alianças

A parceria entre a certificadora e as empresas sul-coreanas é formada em um momento em que petroleiras, fabricantes e prestadores de serviço, pressionados pela queda do preço do barril de petróleo, unem esforços para lidar com margens de lucro menores. A ideia é desenvolver soluções integradas e econômicas para atender a projetos mais complexos, como é o caso de empreendimentos em lâminas d’água ultraprofundas.

Entre os casos mais recentes de alianças no setor estão o da Subsea 7, que fechou parceria com a OneSubsea (Schlumberger e Cameron) e a KBR; FMC Technologies e Technip (Forsys Subsea); McDermott e GE O&G (IO); e Aker Solutions e Baker Hughes.

Copedi

No Brasil, a experiência de projetos multiclientes ganhou corpo com a criação do Comitê Offshore para a Pesquisa e Desenvolvimento (Copedi) em 2011. Coordenado pelo Bureau Veritas, o grupo reúne petroleiras, fornecedores e instituições de pesquisa interessados em desenvolver soluções para atividades de E&P, sobretudo para o pré-sal.

No momento, dois projetos estão em execução: um deles, intitulado “Non Linear Roll”, tem a participação de cerca de 20 empresas e analisa o movimento de balanço dos FPSOs. Já o JIP Free Pipe visa estudar os efeitos de vãos livres sobre dutos rígidos submarinos, questão que afeta linhas subsea instaladas em solos marinhos com topografia mais acidentada.