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Clippings - 25/05/10

Do agribusiness ao contêiner, a liderança é do Porto de Santos

No futebol, ser líder é alcançar mais vitórias do que os concorrentes. Na política, é ter influência e poder de convencimento. Na economia, a liderança é sinônimo de Porto de Santos. O maior e mais importante complexo do País é também o número 1 na movimentação das principais cargas que abastecem os mercados externo e interno.

Santos não é somente um conjunto de terminais que bate recordes atrás de recordes. E nem somente o porto do café. É a porta do Brasil para açúcar, milho, soja, enxofre, adubo, contêineres e automóveis, só para começar. Sozinho, o cais santista responde por um quarto da balança comercial. É o líder absoluto em exportações e importações. No ano passado, totalizou US$ 74,2 bilhões em produtos operados,26,4%de todo o País. Prova da força do complexo é que, para superá-lo na balança comercial, seria preciso reunir a participação dos quatro portos que o seguem no ranking nacional ¬ Vitória (ES), Paranaguá (PR), Itaguaí (RJ) e Rio Grande (RS), mais o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Nas cargas, quando analisadas isoladamente, também se vê que o Porto de Santos é imbatível. Nas exportações de açúcar, o cais deteve 61% das remessas ao exterior no primeiro quadrimestre do ano. Lidera com folga, com 2,5 milhões de toneladas movimentadas da sua principal mercadoria a granel. Atrás dele, apenas os portos de Maceió (AL) e Paranaguá, respectivamente com 16% e 14%. Na soja, tradicionalmente o segundo granel sólido mais operado em Santos, o Porto respondeu por 40% nos quatro primeiros meses de 2010, segundo o Aliceweb, programa de registro das operações de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ele é seguido por Paranaguá, com 21% das exportações nacionais, e pelo Porto de São Francisco do Sul (SC), com 10%. O detalhe é que, ao analisar a soja própria para semeadura, a participação de Santos dispara. O cais movimenta todo o volume enviado ao exterior. No milho, a história se repete,porém em proporções menores. De todo o grão exportado pelo Brasil, 39,3% saem pelo Porto de Santos. Depois, Vitória escoa 19,8% e Paranaguá, 17,4%. O restante fica pulverizado entre portos de menor expressão comercial. Mas quando se trata do milho para semeadura, o cais santista salta sua representatividade no cenário nacional para 62%, seguido por Rio Grande, com 4%. Outra carga cativa do complexo marítimo de São Paulo é o suco de laranja, consumido em todo o mundo. O produto é um dos que percentualmente dão a maior vantagem ao Porto ¬ 98,2%. O segundo colocado é Salvador (BA), com apenas 1,5%. Paranaguá, o terceiro, está ainda mais distante, na casa dos 0,06% das exportações.

IMPORTAÇÕES Se não fosse o complexo portuário do Rio de Janeiro, Santos teria 100% das importações brasileiras de minério de ferro. Com 99,9% de participação neste segmento, o Porto não realiza exportações da carga. Utilizado na fabricação de fertilizantes, essenciais nas lavouras, o enxofre também tem uma alta representatividade no ranking de cargas do Porto de Santos. São 98,6% de todo o volume trazido ao Brasil. O restante chega por Fortaleza (CE).

Santos também lidera entre os produtos químicos. A amônia, aplicada na fabricação de produtos de limpeza, químicos, fibras, plásticos e fertilizantes, é quase toda importada pelo cais santista: 94,2%. A nafta, derivado de petróleo fundamental na indústria petroquímica, tem 73,1% operados no complexo. No propano, gás liquefeito de petróleo usado pela indústria, inclusive na composição do gás de cozinha, o Porto detém 68,4%. ALIMENTAçãO A alimentação do brasileiro também depende do Porto de Santos. O trigo, cereal para a fabricação de farinha e matéria prima do pãozinho, por exemplo, chega ao País principalmente pelo complexo ¬ 27,1%. Fortaleza recebe 12,2%, e Salvador, 8,4%. O sal importado pelo Brasil é 67,3% operado em Santos. Imbituba (SC) e Paranaguá respondem por 12,5% e 8,7%. Já o adubo, essencial para a produção agrícola, que originará os alimentos consumidos internamente e até exportados, é 54,6% importado pelo cais santista. Recife movimenta 29,1%, e Rio Grande, 12,7%.