A DOF acredita que está numa situação confortável no Brasil e que estará bem posicionada durante a fase de recuperação do mercado. Em reunião com investidores para apresentar o plano de reestruturação em curso, a companhia disse que continuará a ter contratos no país devido ao grande número de embarcações com bandeira brasileira na frota.
A empresa lembrou que a Petrobras vem reduzindo o número de navios com bandeiras estrangeiras e explicou que, havendo continuidade da legislação que prioriza a contratação de barcos brasileiros, os AHTSs e PLSVs da DOF devem continuar contratados. A DOF lembrou também que conseguiu novos contratos e extensões de acordos no Brasil durante o primeiro semestre de 2016 e que não teve contratos cancelados no país.
Ao todo, o Grupo DOF tem seis PLSVs, sendo quatro de bandeira brasileira. Dois (Skandi NIterói e Skandi Vitória) estão em operação para a Petrobras e os demais ainda estão em construção. A previsão é que os PLSVs brasileiros gerem US$ 110 milhões em Ebitda anualmente à empresa. A Norskan, subsidiária da companhia, tem outras dez embarcações de apoio com privilégios de bandeira nacional.
O plano de refinanciamento da DOF prevê a emissão e recompra de ações, conversão de títulos e cortes de custos. O objetivo é melhorar a liquidez em NOK 4,5 bilhões (US$ 530 milhões) em cinco anos, reduzir as dívidas em NOK 2,9 bilhões (US$ 340 milhões) e diminuir os gastos operacionais em NOK 400 milhões (US$ 47 milhões) por ano. Após a reestruturação, a DOF espera ter liquidez suficiente para se sustentar em meio à baixa do mercado até 2020.