
O EBR (Estaleiros do Brasil) ficará responsável pela fabricação e montagem de sete módulos de processo da P-79, FPSO que será instalado no campo de Búzios, no cluster de Santos, em 2025. O grupo foi contratado pelo consórcio Daewoo / Saipem que constrói a unidade de produção para a Petrobras, ficando responsável por todo o conteúdo nacional do projeto.
O trabalho será executado nas instalações do EBR, em João José do Norte, no Rio Grande do Sul. O contrato entre o estaleiro e o consórcio Daewoo / Saipem foi fechado no final do ano, mas ainda é mantido sob sigilo.
Entre os módulos encomendados ao EBR estão os de tratamento e separação de óleo, água e gás. O módulo de separação de óleo será o maior módulo da P-79.
O consórcio Daewoo / Saipem e o Estaleiro do Brasil não revelam, até o momento, o valor do contrato.
Por enquanto, a atividade ligada ao contrato segue direcionada à parte de Engenharia e Suprimento. A etapa de obra terá início em breve, possivelmente ainda no primeiro semestre de 2022.
A instalação dos módulos no FPSO será feita no exterior. A previsão é de que os módulos encomendados ao EBR embarquem para o estaleiro Daewoo, no segundo semestre de 2023.
Capacitada para produzir 180 mil bpd, a P-79 está sendo construída sob regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction). O cronograma da Petrobras prevê a chegada do FPSO em dezembro de 2024.
O EBR está responsável também pela construção de parte dos módulos de processo do FPSO Alexandre de Gusmão, a cargo da SBM e destinado ao módulo 4 do campo de Mero. O contrato entre as duas empresas foi fechado em novembro.
O negócio com a SBM envolve a construção de quatro módulos de processos. Juntos, os contratos dos módulos da P-79 e do FPSO Alexandre de Gusmão mobilizarão um contingente de mais de 2,5 mil trabalhadores no estaleiro.
No ano passado, o EBR chegou a ter 3,5 mil pessoas trabalhando no estaleiro em contratos decorrentes de negócios ligados aos FPSOs Almirante Barroso, que está sendo convertido pela Modec para operar, em 2023, no módulo 5 de Búzios, e Sepetiba, a cargo da SBM, com destino ao Mero 2.
Fonte: Revista Brasil Energia