A Karoon entregou à ANP a declaração de comercialidade das descobertas de Echidna e Kangaroo, juntamente com o relatório final de avaliação dos blocos S-M-1037, S-M-1101, S-M-1102, S-M-1165 e S-M-1166, na Bacia de Santos. A entrega dos documentos marca oficialmente o fim da fase exploratória das descobertas, que serão o primeiro ativo de produção da petroleira no mundo.
Após a aprovação dos documentos pela ANP, que deve ocorrer em 60 dias, a petroleira australiana terá mais 180 dias para apresentar um plano de desenvolvimento. A Karoon afirma que a decisão final de investimentos ainda não ocorreu e está prevista para o final deste ano.
“Embora a declaração de comercialidade seja em grande parte processual por natureza, este é um passo importante para se chegar a uma decisão final de investimento”, explicou o diretor Executivo da Karoon, Robert Hosking.
A companhia reiterou que pretende vender uma fatia de sua participação nos ativos, hoje operados com 100% da concessão. A intenção é fechar um contrato casado de farm-in com as companhias que prestarão serviços na área.
O processo de licitação está em andamento e as propostas vinculantes devem ser entregues em agosto. Os contratos deverão incluir estruturas para adiamento de pagamentos, soluções para financiamento de equipamentos, compartilhamento de riscos submarinos e/ou participação acionária.
O FPSO de Echidna tem entrada em operação prevista para 2020 ou 2021, com capacidade para produzir 40 mil barris/dia de óleo, sendo que o pico de produção do sistema será de 28 mil barris/dia de óleo. Orçado em US$ 350 milhões, o sistema ficará interligado a três poços (dois horizontais de produção e um de injeção de gás).
As descobertas da Karoon na Bacia de Santos foram feitas a partir de blocos da 9ª Rodada e estavam em avaliação desde 2013. A empresa tem outros prospectos rastreados para futuras avaliações na região, batizados de Emu, Bilby, Puggle e Platypus, e já afirmou, inclusive, que acredita na possibilidade de haver acumulações no pré-sal dos blocos.
De olho em Baúna
A Karoon afirmou novamente nesta terça-feira (03/4) que tem interesse no campo de Baúna, na Bacia de Santos. A Petrobras reabriu o processo de venda do campo ontem.
“Baúna continua sendo uma oportunidade para a Karoon. Devido à proximidade com as áreas já detidas pela companhia, (o campo) traria a possibilidade de sinergias operacionais”, afirmou Hosking.
A companhia havia sido a vencedora na primeira concorrência aberta pela Petrobras para a venda do campo, em 2016. Na época, a compra incluía também da área de Golfinho, além de uma participação em Tartaruga Verde. O processo, no entanto, foi considerado irregular e barrado pelo Tribunal de Contas União (TCU), juntamente com outros desinvestimentos da petroleira brasileira.
Fonte: Revista Brasil Energia