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Clippings - 16/01/17

Ecovix busca sócio para recuperação

O Plano de Recuperação Judicial que a Ecovix apresentará à Justiça de Rio Grande no próximo mês trará como premissas a busca de um novo sócio para o estaleiro e a retomada das obras do casco dos FPSOs P-71, P-72 e P-73, unidades replicantes que estão com suas obras paralisadas. A empresa tem hoje R$ 8 bilhões em dívidas e mantém cerca de 100 funcionários, após demitir mais de 3.000 pessoas em dezembro.

A estratégia da Ecovix, contudo, vai depender de a Petrobras decidir retomar os projetos, mesmo que seja para usar o casco nas obras de um dos próximos FPSOs que serão afretados pela empresa. A estatal tem cinco unidades de produção para afretar no seu atual Plano de Negócios, sendo que duas unidades – Libra e Sépia – estão atualmente sendo licitadas.

A Petrobras postergou para este ano a decisão sobre o rumo a ser dado ao projeto de construção e integração dos módulos dos FPSOs P-72 e P-73. Sem a certeza de que o grupo Ecovix conseguirá cumprir o contrato de construção dos cascos, as áreas de Engenharia e de E&P da petroleira optaram por esperar pelo desenrolar das obras do estaleiro.

Outra estratégia que estará contemplada no Plano de Recuperação Judicial é a segregação dos ativos em uma outra empresa, medida muito comum em recuperações judiciais. A nova empresa deve ficar com os contratos com a Petrobras, caso a estatal decida retomar os projetos por lá paralisados.

O prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer, após uma reunião com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que, para a estatal, “a possibilidade mais forte para recuperar o Estaleiro Rio Grande passa por uma nova companhia assumir a estrutura”, disse ao repórter Jefferson Klein, do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul.