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Clippings - 23/11/15

Ecovix perderá sonda da Sete Brasil

Um novo corte na carteira da Sete Brasil deve atingir em cheio a Ecovix, que deve ter sua demanda de sondas reduzida de duas para uma unidade. Originalmente, o estaleiro, que assim como a empresa de sondas enfrenta sérios problemas financeiros, assinou contrato para construir três navios-sonda.

A baixa de uma sonda foi determinada pela Petrobras e vem sendo mantida em sigilo tanto pela petroleira, quanto pela Sete Brasil. De acordo com o plano em curso, outras 13 unidades da carteira da Sete Brasil serão construídas pelo Jurong, que fará sete navios-sonda, e o Brasfels, com seis semissubmersíveis. Os contratos dos dois estaleiros não foram alterados.

Com isso, se sobreviver à crise financeira que enfrentada desde o ano passado, a carteira da Sete Brasil terá apenas 14 unidades de perfuração e não as 15 divulgadas após corte do volume contratual inicial de 28 equipamentos . O consórcio Kawasaki- Odebrecht construirá outras quatro unidades no Estaleiro Enseada.

Um dos pontos já acordados entre a Petrobras e a Sete Brasil é a utilização de três operadores para as sondas, sendo a própria Sete Brasil, em parceria com uma segunda empresa, um deles. A proposta é criar três pacotes de operação, um com cinco unidades, a cargo da Sete Brasil, outro com cinco e um último com quatro sondas.

A contratação dos operadores vem sendo analisada pela Sete Brasil, ainda de forma tímida. A Seadrill, que participava do projeto no escopo original com seis sondas, confirma seu interesse no negócio. Na lista dos interessados no negócio estão a Atwood e a Noble.

Apesar das várias reuniões e das decisões acertadas, o futuro da Sete Brasil segue incerto. O grupo aguardava a emissão de uma carta formalizando o acordo, mas a Petrobras liberou ontem (17/11) um documento informando apenas que havia recebido a proposta da Sete Brasil e que irá reativar a comissão de negociação para avaliação dos termos apresentados.

A Sete Brasil contava com a carta da Petrobras para apresentar aos bancos e tentar renegociar os prazos dos empréstimos de curto prazo com os bancos. Na Petrobras, a avaliação interna é que existem ainda várias condicionantes e acertos a serem cumpridos pela Sete Brasil e que não há qualquer chance de a petroleira emitir uma carta definitiva no curto prazo. Qualquer posição da petroleira sobre o futuro do projeto terá que ser apreciada pela diretoria e submetida ao Conselho de Administração.

A área de E&P da Petrobras tem se mostrado bastante criteriosa na análise da situação do contrato da Sete Brasil. A diretora Solange Guedes tem participado ativamente das discussões e nada é aprovado sem a sua chancela. Na petroleira, a percepção é de que um pré-acordo, se formalizado, não será feito antes de 45 dias.

Não bastasse o atraso na construção das sondas e o fato de parte das obras terem sido remanejadas para o exterior, o futuro da Sete Brasil é ameaçado também pela relação custo benefício do negócio para a Petrobras. Diante da atual situação financeira da petroleira e da queda nos preços dos serviços praticados no setor, o afretamento dessas unidades perde o sentido econômico.

O custo de construção de cada uma das sondas da Sete Brasil irá girar em cerca de US$ 1 bilhão, bem acima do valor médio do mercado. Há até pouco tempo, esse custo oscilava no patamar de US$ 700 milhões a US$ 800 milhões, sendo que hoje é possível adquirir no mercado uma boa sonda de sexta geração usada por cerca de US$ 300 milhões. Diante do expressivo número de sondas em construção por ficarem prontas sem contratos, executivos do setor acreditam que será possível arrematar um equipamento novo pelo preço de US$ 350 milhões.