O imbróglio criado na licitação para utilização de serviços portuários pela Petrobrás parece ter acabado. A companhia fechou um contrato com a Edison Chouest, responsável pelo porto do Açu, em São João da Barra (RJ), para a contratação de serviços portuários com a utilização de seis berços de atracação para atender a plataformas na Bacia de Campos. A estatal não informou os valores do contrato, mas fontes do mercado dizem que o contrato gira em torno de US$ 2,5 bilhões.
No ano passado, a Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a licitação da Petrobrás para contratação destes serviços, em função de um requerimento da Prefeitura de Macaé, que alegou ter havido falta de transparência e restrição de participação de competidores na concorrência. O prefeito do município, Aluízio dos Santos Júnior, contestou o cálculo usado pela estatal para sobretaxar em 17% a operação de todos os portos, menos o do Açu. Ele afirmou que a licitação foi direcionada para beneficiar a operadora que atuasse no porto de São João da Barra.Uma liminar a favor da estatal, no entanto, autorizou a sequência da concorrência.
A contratação de serviços portuários faz parte do plano de negócios 2014-2018 da estatal, que visa expandir a capacidade logística para apoiar as bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.
A disputa vencida pela Edison Chouest também teve como concorrentes a Triunfo, BSM e CPVV (Companhia Portuária Vila Velha). A duração do contrato será de 15 anos, começando a contar a partir de 2016, com possibilidade de renovação por um perãodo igual.